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Rose Mendes

Marketing pessoal

Você, bibliotecário, é a marca e o produto | 18.06.12 - 16:31
 
 
Cuidar do produto “você”. Esta é a ordem de todo dia para quem pratica o marketing pessoal. O marketing pessoal é uma vertente do marketing tradicional e surgiu para promover a imagem de pessoas públicas. No marketing pessoal cada um administra e vende a sua própria marca. Ele deve ser visto como uma ferramenta para gerenciar a imagem pessoal e profissional. 
 
Quando uma empresa vai colocar um produto no mercado (novo ou reformulado) tudo é bem planejado: a marca, a embalagem, a qualidade do conteúdo, o preço, o modo como ele é exposto para venda, entre outras coisas. Cada produto tem um diferencial para se destacar na prateleira e, assim, agradar ao consumidor – que vai escolhê-lo em detrimento de outros.   
 
O grande desafio do marketing é criar marcas fortes que vão ao encontro das necessidades e desejos dos consumidores e, assim, aspirar uma vida longa. Isto é válido também para o profissional, o bibliotecário em particular neste caso. Na dose certa e de forma planejada, é possível criar e desenvolver uma imagem coerente e consistente, envolta em associações psicológicas positivas que transforme uma pessoa em referência profissional.
 
O profissional bibliotecário da atualidade, além de estar apto a desempenhar as funções básicas da profissão – planejar, organizar, sistematizar e disponibilizar a informação – deve estar atento e flexível às mudanças. E mais, deve ser competente para implantar as mudanças quando necessário. 
Na sociedade da informação o bibliotecário pode ser encontrado nos ambientes tradicionais, como bibliotecas e centro de informação, e também nos mais diferenciados – como escritórios de advocacia, agências publicitárias, empresas em geral, editoras reais e virtuais, indústrias e ainda como consultor autônomo.
 
As competências dos profissionais bibliotecários estão relacionadas ao seu conhecimento nas áreas de recursos, acesso, tecnologia, administração, pesquisa e na habilidade para o uso destas áreas de conhecimento como base provedora dos serviços de informação. Quanto às competências pessoais, estas englobam um jogo de habilidades, atitudes e valores que permitem realizar um trabalho eficaz. 
 
O bibliotecário deve ter em mente ainda que o seu papel na sociedade é de grande responsabilidade, pois é um profissional que contribui efetivamente para a geração de novos conhecimentos. É certo que muitos ainda não têm esta percepção, tanto entre os próprios profissionais quanto entre a sociedade em geral. A profissão até ganhou maior visibilidade com a explosão bibliográfica experimentada pelo mundo ao longo dos últimos anos, mas não o devido reconhecimento almejado pela classe. Possivelmente porque sua imagem continua envolvida em estereótipos que escondem o valor desta profissão. 
 
Para buscar soluções para o problema de imagem da profissão, nada melhor do que se apropriar das ferramentas do marketing. A aplicação do marketing pessoal se torna um facilitador da entrada, permanência e consolidação do profissional no mercado e na sociedade. Ao se construir uma imagem pessoal forte e positiva de si mesmo, como profissional bibliotecário – diferenciando-se no mercado de trabalho, por consequência, esta ação vai valorizar a profissão e contribuir para diminuir a força dos estereótipos existentes.
 
 O marketing pessoal é um processo de desenvolvimento, e o sucesso é apenas consequência dessa busca do conhecimento de si mesmo. Assim, não se deve confundir o marketing pessoal com simples propaganda. Além do mais, não se trata apenas da imagem externa, mas de todo um conjunto, pois não basta apresentar uma imagem, é preciso representar esta imagem. Enfim, praticar o marketing pessoal no dia-a-dia não deve ser um esforço fingido, mas algo que flui espontaneamente.  
 
Tudo começa pela embalagem. Apresentar-se bem é imprescindível, afinal, a embalagem ‘fala’. Porém, de nada adianta deixar uma boa impressão apenas no primeiro encontro, é preciso manter esta boa impressão no dia-a-dia. Quanto ao conteúdo do produto, além do conhecimento técnico e das demais habilidades exigidas atualmente dos profissionais, o autoconhecimento pode ser um diferencial. 
 
Autoconhecimento pode envolver noções de limites, pontos fortes e fracos. Os pontos fortes podem ser aplicados no bom desempenho do trabalho a ser executado; os fracos, ao serem conhecidos, podem e devem ser melhorados. Em se tratando de conteúdo, outro ponto que não pode ser esquecido, em uma sociedade globalizada e em constante mudança, é a educação continuada. Educação profissional continuada não é uma opção, ela é vital para a saúde profissional. Demonstrar valor agregado ao seu trabalho é um diferencial.
O terceiro passo é fazer-se visível. E aqui, saber se comunicar é imprescin
dível. Para se mostrar para o mercado você pode criar uma marca pessoal e utilizá-la em um cartão de visitas; pode usar esta marca em um site para divulgar o produto “você”; e, se você tiver facilidade de escrever, publicar artigos na sua área de atuação. O ato de se mostrar ao mercado de trabalho também é feito por meio de pessoas. Entra em ação o networking, uma rede de relacionamentos com um grupo de pessoas que poderão exercer influência positiva na carreira de um profissional. Trata-se de um capital intangível que, em geral, vale mais do que dinheiro. 
 
Como se pôde perceber, na prática, o marketing pessoal traduz-se em atitudes e ações que, em geral, já se realiza. A ideia básica do marketing pessoal é maximizar estas ações que já são realizadas, criando uma marca para si, ou seja, um diferencial, algo que não se encontre em outro profissional e que destaque produto “você” no mercado de trabalho. 
 
Para dar início ao planejamento de marketing do produto “você”, alguns passos iniciais que podem ajudar: participe de eventos da área; associe-se às entidades representativas da profissão; entre em uma rede social; mantenha bom relacionamento com colegas de profissão; e monte um plano básico de marketing pessoal, com seus objetivos, metas e prazos. 

Rose Mendes da Silva é jornalista 

Comentários

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  • 01.03.2013 07:33 Suleide Brito de Sousa Ferreira

    Gostaria que enviasse algo mas sobre marketing pessoal preciso fazer um peper (trabalho )sobre esse assunto eu escolhi o tema depois de ler e gostei muito. atenciosamente: Suleide Brito.

  • 04.10.2012 14:33 Eliana Batista Pires e Silva

    Gostei muito do artigo! O marketing pessoal, o networking é imprescindível para a carreira e para a nossa profissão. O melhor marketing é aquele que é feito com transparência, ética profissional, responsabilidade social e, consciência ambiental! Muito sucesso Rose!

  • 04.10.2012 10:52 Maria Aparecida Menezes

    Adorei o artigo e gostaria de parabenizar a Jornalista Rose Mendes por sua autoria.

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