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Fabrício Nobre

Canto 2012 alinhado com a música mundial

Música tem linguagem universal | 20.11.12 - 15:56  
Goiânia - A música tem o domínio de ser uma linguagem universal, sem fronteiras. E o limite é o mundo. O Canto da Primavera 2012 fez isso com maestria. O festival, que chegou à sua 13ª edição, reuniu na cidade de Pirenópolis a tradição e a modernidade da música. Artistas, músicos, produtores, agentes, agitadores e público vindos várias partes do mundo (cubanos, portugueses, argentinos, ingleses, espanhóis, colombianos) misturados aos brasileiros de todas as regiões, goianos dos interiores e da Capital da federação, goianienses da capital de Goiás e os receptivos e engajados pirenopolinos fizeram a festa da diversidade musical. Deixando a modéstia de lado, foi emocionante. 

O desafio de produzir um evento do porte do Canto para o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), é sedutor. Toda nossa equipe se empenhou para fazer o melhor. Pelo que andei observando nas redes sociais e nas conversas que tive, acredito que fomos exitosos nos resultados. A programação cresceu e intensificou seu perfil multicultural, interativo e descentralizado. Assumimos o papel de difundir a música produzida em Goiás e fomentar o desenvolvimento deste segmento artístico. Outro importante foco do evento foi o de estabelecer intercâmbio de ideias e experiências que dinamizam o cenário da música brasileira, inserindo Goiás na rota dos grandes debates sobre políticas públicas para a Cultura.

Nos esforçamos para possibilitar uma participação mais próxima da comunidade, ouvindo Pirenópolis para fazer o Canto dentro daquilo que a cidade almeja. Não abrimos mão do princípio da transparência e, por isso, escolhemos todos artistas locais por meio de curadoria independente composta por nomes de respeitabilidade inquestionável. Aqui, gostaria de agradecer muito nosso corpo curador em nome de seu presidente, o mestre violeiro Roberto Corrêa.  Acredito que o resultado mostrou uma pequena parcela, porém bastante representativa, da riqueza da música produzida em Goiás.

E esses avanços só estão se concretizando graças a uma gestão que não tem medo de ousar e é aberta a novos debates. Entendemos que é preciso conversar infinitamente, realizar conferencias, debater e, depois disso, ainda que temos que desconferir, reestudar, conversar novamente... Temos que tratar o momento da música no mundo e em Goiás de maneira aberta e "Un" convencional. E por isso seguimos com parcerias como a firmada com o UnConvention, entidade sem fins lucrativos sediada em Manchester (Reino Unido), que esteve presente neste ano pela segunda vez no evento e ampliamos a contribuição da Circuito Fora do Eixo, através de sua  livre universidade (UniFDE), que trouxe caravana de cerca de 40 representantes vindos de diferentes regiões do país.

Parcerias institucionais com Ministério da Cultura, Universidade Federal de Goiás, Universidade Estadual de Goiás, Sebrae, Itaú Cultural entre outros foram reforçadas. Contatos e ações conjuntas, cada mais firmes com agentes públicos dos estados do Rio Grande do Sul, Pará, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Sergipe estão ainda melhor desenhadas.

Com várias cabeças pensantes e a multiplicação de conhecimentos, o Canto também foi bem sucedido em sua meta de aprimorar a capacitação de novos profissionais da música por meio de oficinas e workshops ministrados por nomes que abrilhantaram nossa programação.

É isso que se espera de um festival realizado pelo poder público: que realce a diversidade, que respeite a comunidade e que ouse ao propor avanços. Acho que o Canto está no caminho certo. Agindo dessa forma, cada vez mais a criatividade irá se sobressair pelo seu verdadeiro valor. Sem privilegiados, sem esquemas e compromissado com o fim público. Assim, a música feita em Goiás (tradicional e vanguardista, rural e urbana, sertaneja e garageira, branca, preta e colorida), cada vez mais conectada com que acontece no mundo, terá futuro longo e de reconhecimento.


*Fabrício de Almeida Nobre é superintendente de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Estado de Goiás  

Comentários

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  • 29.11.2012 15:19 Marquinhos da Thread

    matéria paga com CUBO CARD? sujeito organiza o evento e depois escreve um artigo elogiando a si mesmo e invocando termos como "respeitabilidade inquestionável" ! achei bonito !

  • 29.11.2012 15:17 Marquinhos da Thread

    matéria paga com CUBO CARD? sujeito organiza o evento e depois ele próprio escreve um artigo elogiando a si mesmo e usando termos como "inquestionabilidade". maravilha! achei bonito! sério.

  • 29.11.2012 15:16 Marquinhos da Thread

    matéria paga com cubo card? sujeito organiza o festival e depois escreve artigo elogiando a si mesmo! achei bonito !

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