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Thiago Peixoto

Compromisso e qualificação

Gestão é fator decisivo no ensino | 25.08.11 - 09:15

 

 
Ao assumirem oficialmente seus cargos de diretores de escolas estaduais, cada um dos novos gestores empossados pela Secretaria de Estado da Educação assinou um termo de compromisso, metas e responsabilidades em nome da unidade que irão comandar. O termo é uma iniciativa inédita na Educação em Goiás e representa o empenho de todos para melhorar o nível do ensino oferecido na rede pública estadual.
 
A Secretaria da Educação acredita que gestão escolar é um fator decisivo na qualidade do ensino. Escolas pequenas, de estrutura simples, têm bons resultados em avaliações internas e nacionais, como Ideb e Provinha Brasil, enquanto escolas instaladas em prédios amplos e confortáveis muitas vezes não apresentam resultados compatíveis com sua estrutura física. 
 
A responsabilidade e o envolvimento com que o diretor conduz a unidade, lidera sua equipe e incentiva seus estudantes fazem a diferença entre uma escola de qualidade e uma outra onde o diretor não assume seu papel de líder, não agrega professores e estudantes, não estabelece objetivos e, portanto, não alcança resultados satisfatórios.
 
Diante dessa constatação, referendada por pesquisas e estudos de instituições conceituadas que analisam a educação em todo o mundo, a secretaria estabeleceu mecanismos para garantir uma boa gestão a todas as suas unidades. O termo de compromisso, metas e responsabilidades assinado pelos diretores é um deles. O documento tem como foco o aperfeiçoamento do processo pedagógico e dos métodos de ensino e o consequente aprendizado dos alunos.
 
Mas não é o único. Os novos diretores terão qualificação em gestão pública voltada para a educação, a fim de terem as condições ideais para o exercício de suas funções. Outro mecanismo é o reconhecimento salarial. Os novos gestoresreceberão, já no contracheque de agosto, reajuste de 45% em suas gratificações, que antes variavam de R$ 517 a R$ 862, dependendo do tamanho da unidade escolar, número de alunos e turnos. Com o aumento, passam a ser de R$ 750,38 a R$ 1.250.
 
A Secretaria da Educação e o Governo do Estado entendem que é preciso cobrar dos profissionais que estão assumindo as escolas públicas estaduais empenho e dedicação, mas, em contrapartida, está melhorando sua formação e respaldando-os na questão salarial. É essa a lição que acreditamos que as escolas precisam fazer: cobrar responsabilidade e compromisso de professores e estudantes e oferecer a eles as condições para que o ensino e o aprendizado melhorem a cada dia.
 
Thiago Peixoto é secretário de Estado da Educação, economista e deputado federal licenciado.

Comentários

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  • 16.09.2011 14:43 leonardo

    O secretário está totalmente fora da realidade e redondamente enganado se acha que vai consertar alguma coisa tratando a Educação Pública como uma empresa. Escola Pública, diferente de uma empresa, não escolhe seus "clientes". E nem é seu papel. Enquanto a administração pública enxergar Educação Pública como GASTO, e não como INVESTIMENTO, o Brasil estará fadado a "patinar" quando tentar ganhar qualquer corrida. E de teorias mirabolantes, estamos plenos. Como estão transbordando hipocrisia, as pessoas que sempre se disseram e ainda se dizem "governantes".

  • 31.08.2011 14:57 Luci Dourado

    Coronelismo ainda vigora em Goiás. Publicidade do governo não merece crédito!

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