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Ana Paula Borges

Cultura digital

Sociedade e estratégias em transformação | 05.06.13 - 11:18
Goiânia - Que cenário de mercado é esse em que nos encontramos neste exato momento? Pergunta difícil de se responder quando tudo muda tão rapidamente, especialmente no mundo digital. E se perguntarmos, o que você aprendeu nesta última semana? Resposta mais difícil ainda quando se tem a velocidade das transformações digitais, o volume de dados circulando constantemente e ainda a necessidade de transformar dados em informações relevantes para o dia a dia corporativo ou profissional.

Esse é o desafio que permeia o ambiente em que vivemos. Estar conectado com as novidades que aparecem a cada instante na web, diferenciar essas novidades dentro dos conceitos de mídias sociais e mídias digitais e ainda utilizá-las de forma coerente e criativa, embasadas em objetivos claros e tangíveis que contribuam para a construção de uma marca, de um posicionamento. Tudo isso num cenário onde o comprador, cliente, internauta, seguidor, fan, repórter social, cidadão digital, hub de conteúdo, blogueiro está caracterizado num único perfil, ou seja, onde uma única pessoa pode ser tudo isso com a maior desenvoltura e tranqüilidade.

É preciso então re-inventar, rever os próprios conceitos de gostos, atitudes, preferências sob o aspecto do indivíduo e também, re-inventar a estrutura corporativa, as estratégias, os relacionamentos comerciais, incluindo nisso até mesmo a forma de contratação e de interação das áreas de recursos humanos e marketing dentro das organizações. Exemplo disso é o candidato a uma vaga de emprego que participa de comunidades digitais como “odeio segunda feira” ou “quero matar meu chefe” e sai no mercado a procura de boas oportunidades de trabalho. É preciso lembrar que as mídias digitais nos levam a um mundo efetivamente sem fronteiras, onde é possível obter informações a cerca do comportamento ou preferências de um candidato sem que ele mesmo tenha consciência disso e a partir das informações levantadas, decidir sobre sua possível contratação ou não.

Na mesma proporção, é possível levantar informações sobre um produto/serviço ou uma empresa a partir de experiências relatadas por clientes compradores, os quais são absolutamente desconhecidos para a marca e que podem estar emitindo opiniões favoráveis ou desfavoráveis sem qualquer preocupação com as conseqüências disso.

Também faz parte deste novo cenário a revisão das estratégias comerciais, aplicando um novo olhar sobre as mídias sociais que estão sendo fortemente usadas para geração de lead = prospect qualificados por exemplo, a identificação de um visitante qualificado que tem dinheiro e que vai comprar nos próximos 03 meses, ou seja, identificar consumidores que estão no meio do funil de compra, onde está o menor nível de dispersão de consumo.

Num cenário com mídias cada vez mais convergentes, com a utilização de estratégias de storytelling, onde todos os públicos alvos de uma empresa podem contribuir ou participar de forma efetiva de uma campanha, é mais que necessário adotar uma nova postura, seja corporativa ou profissional neste ambiente.

Ter um olhar mais estratégico para os meios digitais e para as redes sociais, desenvolver uma estratégia de presença digital como algo relevante para ser encontrado pelos clientes, sem no entanto, fazer disso a única saída pois o cliente é multicanal e está em todos os lugares. Nesta linha, o conceito de encontrabilidade é fundamental para identificar quais são os pontos de contato com esse cliente.

É assim que o Marketing se re-inventa, passando a olhar a marca como uma CAUSA, uma entidade com PERSONALIDADE própria. E também sob uma nova dinâmica onde, quanto mais se utiliza o digital maior é a necessidade de processos descritos e detalhados para poder gerenciar com qualidade as entregas em todos os canais de comunicação utilizados. Tudo isso se resume na visão de PLATAFORMAS CORPORATIVAS, envolvendo públicos interno e externo, proporcionando formas interativas de aprendizado efetivo, possibilitando a troca de experiência dentro e fora da organização, exigindo porém uma gestão mais dinâmica, qualificada e com um foco que vai além dos índices de produtividade ou dos resultados de venda.

Neste cenário, precisamos todos nos reinventar, pois não existe mais uma única historia com inicio meio e fim, e sim uma historia que se constrói com a inclusão de novos personagens, novos ambientes e novos elementos com suas historias próprias, porém, inserida no mesmo contexto inicial e, tudo isso muitas vezes com a participação do funcionário, do cliente, do consumidor ou simplesmente do expectador que contribui para dar continuidade a historia.

Esse é o necessário novo jeito de pensar, de roteirizar uma marca ou uma campanha. Cria-se no mundo digital um novo universo temático onde tudo, o tempo todo, precisa ser re-inventado.

Ana Paula Borges é publicitária, com especialização em Marketing, em Gestão de Recursos Humanos, em Gestão Estratégica e MBA em Gestão de Mídias Digitais. e-mail: anapaula.mkt@gmail.com

Comentários

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  • 05.06.2013 14:33 eva iracema cordova borges

    Muito interessante e apropriado para reflexão nesses tempos midiáticos em que nosso contexto vivencial se insere no espaço digital

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