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João Unes

Um presente para Goiânia

Estudo de impacto é necessário | 09.09.11 - 13:17

 


Goiânia ganhou um valioso presente da Câmara de Goiânia. Finalmente uma boa notícia sai daquela Casa. Na quinta-feira, num arroubo em defesa do cidadão goianiense, os vereadores aprovaram projeto do colega Geovani Antonio (PSDB) que obriga a realização de estudos de impacto de trânsito para novos empreendimentos imobiliários na cidade.
 
E a notícia não podia vir em melhor hora. Especialmente quando vemos dezenas de lançamentos de prédios pipocando pela cidade, muitos em ruas estreitas sem a menor estrutura para receber centenas de famílias de uma só vez.
 
Um exemplo claro está no Setor Oeste, onde uma torre está sendo erguida na esquina das Ruas 14 e 1, um dos trechos mais engarrafados da cidade. Ali, naquele estreita via, em breve vão viver mais cerca de 200 famílias. Se cada pessoa tiver um carro, são mais 200 carros para uma rua que vive travada. Fora um triste detalhe: durante a obra, sete árvores foram serradas para dar lugar ao concreto. A versão oficial é de que estariam “doentes”. Sei.
 
Mas não é só o Setor Oeste que padece com a permissividade de nosso plano diretor. As aberrações estão por toda parte. A Nova Suíça, o Bela Vista e o Jardim Goiás também são exemplos claros de bairros que recebem espigões a mancheias, sem o menor estudo de impacto sobre o trânsito que podem causar.
 
É lógico que essa falta de planejamento resulta em trânsito caótico por toda a cidade. 
Muitos outros bairros estão condenados a virarem paliteiros sem vias de escoamento adequadas. O Marista é um deles. 
 
Desta vez os vereadores merecem aplausos por mais este ato em defesa da cidade. O projeto agora vai a sanção do prefeito Paulo Garcia, que tem nas mãos uma bela oportunidade de proteger a cidade e seus cidadãos.
 
João Unes é jornalista e bacharel em Direito
 

Comentários

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  • 22.11.2011 05:19 Rogério Bernardes

    Parabéns João Unes pelo excelente Artigo. Atitude louvável da Câmara de Vereadores.

  • 18.10.2011 09:08 João Borges

    João Unes, muito oportuno o texto. Pois, há desrespeito com o uso do solo em Goiânia. A ambição de imobiliárias e até mesmo de donos de imóveis que querem uma renda a mais. Moro no Parque Anhanguera 1 temos qualidade de vida e sossego. Mas até quando? Se a prefeitura autoriza a construção de espigões, shopping, faculdade, ... em todo o lugar. Lamentável o que está acontencendo no Marista. Destruição de um belíssimo bairro....

  • 10.10.2011 07:30 Ana Maria

    É isso mesmo João, são verdadeiras aberrações o que estamos vendo acontecer em Goiânia. É a ganância, um grande lucro para poucos com grande prejuízo à população. A retirada de árvores também está absurda, trechos que antes fazia à pé, sob a sombra das árvores, agora tenho que fazer de carro para fugir do sol escaldante.

  • 20.09.2011 15:51 Karine Spinelli

    Estou em Goiânia todos os finais de semana, já que trabalho no interior de segunda a sexta-feira. Sempre gostei das grandes cidades, mas, andar pelas ruas da capital está virando um tormento que me faz repensar na qualidade de vida que tenho em Goiânia e na facilidade da vida monótona do interior.... já não sei mais até quanto compensa viver "engarrafada"...

  • 12.09.2011 17:31 Eliane de Carvalho

    Cada vez que vou à Goiânia, me entristeço com a verticalização da cidade. Excesso de prédios significa moradias doentes, sem sol, sem ventilação, sem vista para o horizonte. Também resulta em congestionamento, se o sistema viário não acompanha as mudanças. Se a administração atropela o Plano Diretor e não prioriza o transporte público, a qualidade de vida se esvai. Parabéns à Câmara e ao jornal A Redação!

  • 12.09.2011 17:13 Eliane de Carvalho

    Cada

  • 09.09.2011 19:54 alfredo jr.

    belo artigo. renova até o fôlego para viver nesta cidade!

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