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Maria Dulce Teixeira

O PT que acreditávamos e o PT que temos

Partido se aliou aos inimigos | 09.07.13 - 18:07

Goiânia - Emitir críticas amarrados a uma ideologia acusando ser de direita ou de esquerda aos que se manifestaram nas ruas é esquecer de que furto é furto, corrupção é corrupção. Os manifestantes são simplesmente os brasileiros perplexos que viram ruir a esperança, que inclusive quem não votou no PT tinha, de que o partido que reivindicara tanta postura correta de quem governava, certamente, agiria corretamente. Nunca houve tanta confiança em um partido como a que o povo depositou no PT e nas pessoas que com ele formariam os novos quadros do governo.

Era assim que pensava a maioria absoluta, conforme as pesquisas até pouco tempo atrás. Era natural, pois se antes de chegar ao poder eles eram os mais combativos contra a corrupção e contra qualquer ato que achassem pudesse estar prejudicando o Brasil. Talvez por isso, a corrupção fosse menor, quem governava tinha medo do modo PT de fazer oposição.

Os políticos do PT criticavam a família Sarney, hoje se aliaram a ela. Denunciaram Renan Calheiros, hoje se aliaram a ele. Eles, praticamente, comandaram o impeachement do Color, hoje se aliaram a ele. Trouxeram de volta a importantes cargos do País aqueles a quem combatiam. Perpetuaram no poder os mesmos que eram combatidos e criticados por eles. O mais degradante é que além de permitirem que pessoas de seu partido e de outros partidos aliados fizessem o que sempre combateram, o PT e o Governo Dilma permitem calados que continuem impunes, apesar de condenados, os mensaleiros, Renan Calheiros e tantos outros de uma lista imensa.  
 
Os excessos de irregularidades cometidas neste governo e a inércia dos políticos da oposição que não se manifestam - quem cala consente - fizeram com que o povo reagisse conforme os acontecimentos em seus Estados. Em algumas regiões onde o divórcio dos eleitos com os eleitores é mais significativo, a população reagiu com mais vigor, como na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo.   

Uma sequência de desacertos como perdoar dívidas de outros países enquanto aqui temos falta de dinheiro para saúde e para educação, permitir negociações que comprometem a Petrobrás, quando seu dirigente adquiriu por um bilhão de dólares uma refinaria americana no Texas, chamada Pasadena, e hoje a Petrobrás não consegue vender nem pelos 40 milhões de dólares que valia inicialmente, fez a revolta aumentar. Onde foi parar todo esse dinheiro? Nos Estados Unidos existe um ditado que diz: se quiser descobrir quem foi o criminoso de tanta dívida “follow the money” ou seja “siga o dinheiro”.  

Ora, fingir que não sabe o que está acontecendo em seu Governo ou em sua gestão, é ignorância ou atestado de incompetência total. Essa maneira de administrar que coloca pessoas desqualificadas e inadequadas para dirigir as coisas do governo é totalmente irresponsável. Qualquer entidade ou órgão público, seja de que tamanho for, tem que ter a sua frente um gestor competente e capaz moralmente para assumir um cargo. Quem possui ficha que compromete, não serve para administrar nada, muito menos fazer parte do governo. Na iniciativa privada quem erra paga pelo erro, porque não pode ser diferente, todo dirigente é responsável por seu comportamento e de seus subordinados, não pode alegar que desconhece o que acontece e muito menos manipular maneiras que possibilitem ações governamentais em desacordo com a Constituição, somente para viabilizar manobras eleitoreiras ou que agrade seu eleitorado, comprando os votos dos menos esclarecidos.
 
Maria Dulce Loyola Teixeira é administradora.

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