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Cristina Lopes Afonso

Independente da Independência

Até a polícia precisou baixar suas armas | 04.09.13 - 15:38
 
Goiânia - Os do passe-livre vão dizer que é pela passagem de ônibus. Os antitucanos vão falar que é contra a polícia do Alckmin. Os antipetistas afirmarão que é contra o jeitão da Dilma. Os críticos à mídia terão certeza de que é contra a Globo e os veículos discípulos. Os dos partidos radicais de esquerda vão dizer que é contra tudo. Outros talvez nem saibam dizer por que entraram ali, mas entraram e gostaram de ter alguma atitude. Qual resposta é correta? Talvez ninguém saiba, pois certamente tudo o que está acontecendo surpreende não apenas quem assiste, mas provavelmente até quem organiza.
 
Erraram feio os que diziam que a internet é apenas um meio alienador de gente que não tem coragem de sair das telas do notebook. Tiveram de voltar atrás, diante das câmeras, os jornalistas que vociferavam do alto de sua onisciência, contra “baderneiros” e “rebeldes sem causa”. A Globo precisou esconder sua logo, que era sinônimo de status, dos microfones dos repórteres (chegando a ter profissionais expulsos do manifesto). E até a polícia precisou baixar suas armas, seu gás lacrimogênio vencido e suas balas de borracha que “não matam”, mas cegam.
 
O Brasil ficou boquiaberto. Nem esquerda, nem direita, nem ninguém sabe entender ao certo o que foi aquilo. Seriam mesmo aqueles jovens do Facebook, que não lêem jornais e não dão a mínima para as capas da Veja e as novelas globais? Sim, e talvez justamente por isso. Tomaram a Paulista, a Marginal, a Ponte Estaiada. Chegaram ao Palácio dos Bandeirantes. Estiveram no Congresso Nacional. Na Assembléia Legislativa do Rio. Já foram mais de 200 mil e não se cansaram. Já marcaram o próximo protesto para 7 de setembro, dia da Independência do Brasil.  O grito de independência não será as margens do Ipiranga, mas terá o mesmo caráter, romper laços com a submissão de um sistema político mensaleiro.
 
A bela Ponte Estaiada deveria mudar de nome, não se chamar mais “Octavio Frias de Oliveira”, o dono da Folha de S.Paulo (hoje comandada pelos filhos), jornal que pediu para a polícia ser “enérgica” contra os “baderneiros” naquela quinta tão sangrenta. A ponte, hoje, é do povo e não de um dono de jornal. E o Brasil de amanhã já é, pelo menos um pouquinho, diferente. Aos olhos de todos (todos!) os políticos. E do mundo. Queremos independência e não a morte.
 
 
 
Cristina Lopes Afonso é vereadora pelo PSDB Goiás e Presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Cidadania.

Comentários

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  • 08.09.2013 19:07 Adriana

    Que lindo vereadora! Você é a nossa esperança na política de Goiás. Suas palavras renascem a minha esperança.

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