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Luciana Jaime Albernaz

Estrelas do empreendedorismo

É importante nunca deixar de sonhar | 28.10.13 - 16:50
 
Goiânia - A empresária Maria Cristina Craveiro Campos ajudou a transformar uma pequena quitanda, genuinamente goiana, em uma franquia com 24 lojas espalhadas pelo Centro-Oeste. Ela empreendeu ao lado do marido, enquanto cursava faculdade de Serviço Social e cuidava dos quatro filhos, que hoje, já estão à frente dos negócios da família. Indagada sobre o segredo do sucesso, disse que era acreditar sempre, independente das dificuldades: "nunca deixe de sonhar", deu o recado.
 
Como Maria Cristina, milhares de mulheres estão deixando o papel de coadjuvante nas empresas para figurar como estrelas. Segundo pesquisa do Sebrae divulgada este ano, entre 2001 e 2011, o número de proprietárias de negócio próprio aumentou em 21%, mais do que o dobro do crescimento verificado entre os homens. O estudo constatou ainda que, com mais informações e conhecimento, elas ousam empreender até mesmo em atividades antes predominantemente masculinas.
 
Além do ganho social, com as mulheres mais independentes, as atividades empreendedoras fortalecem a renda das famílias. Hoje, metade das empresárias complementam a renda do marido; enquanto que 37% delas são chefes de domicílio. São homens, mulheres, idosos e crianças beneficiadas pela coragem e atitude de quem tira do papel o sonho de ter o próprio negócio.
 
O estudo também revela que as mulheres que estão montando o seu próprio negócio são bastante jovens: 41,3% têm entre 18 e 39 anos e 52% têm entre 40 e 64 anos. O setor que as mulheres mais empregam é o Comércio, com 42% de vagas geradas, sendo a venda de roupas, acessórios e calçados, a atividade com maior concentração feminina. Os setores de Serviços e Indústria vêm em seguida.
 
Outro fator positivo do empreendedorismo feminino é a sustentabilidade do negócio. Empresas tocadas pelas mulheres são mais longevas, segundo a pesquisa do Sebrae. Na última década, subiu de 48% para 54% a taxa de empreendedoras com negócios em atividade há mais de cinco anos, frente à redução da proporção de empresárias que tocam empreendimentos com até dois anos de criação.
 
O conhecimento explica a longevidade. As mulheres investem mais em capacitação. A proporção de empresárias com, no mínimo, Ensino Médio completo, é quase o dobro do percentual de homens com a mesma escolaridade. No entanto, se elas empreendem, estudam conquistam dinheiro e sucesso, não deixam de assumir as responsabilidades com o lar. Elas dedicam, no mínimo, 35 horas por semana aos negócios. Em casa, cuidam dos filhos e marido.
 
O empreendedorismo é uma excelente alternativa para inserir a mulher no mercado formal de trabalho. Permite que elas consigam renda sem se afastar dos cuidados com a casa e os filhos. E com conhecimento e técnica, empreendem motivadas pela oportunidade, e não pela necessidade, o que aumenta, consideravelmente, as chances de sucesso de qualquer negócio.
 
*Luciana Jaime Albernaz é Diretora de Administração e Finanças do Sebrae Goiás.

Comentários

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  • 29.10.2013 11:37 Monica Barros

    Como você escreve bem menina! Saudades

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