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Lúcia Vânia

Trabalho e liberdade

Goiás caminha para uma economia industrial | 30.04.15 - 17:44
 
Goiânia - Nada melhor para lembrarmos o dia do Trabalho, transcorrido nesta semana, do que divulgarmos os dados publicados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED , que aponta Goiás em primeiro lugar no Centro-Oeste na criação de emprego no mês de março. Foram gerados 6.176 empregos celetistas em todo o Estado de Goiás.
 
Esses números equivalem a 0,50% de expansão em relação ao número de assalariados com carteiras assinadas em fevereiro, em todo o Estado.  A pesquisa do CAGED coloca Goiás em 4º lugar no país e em 1º no Centro-Oeste. Também, considerados os três primeiros meses do ano e todo o período do ano passado, Goiás destaca-se no Centro-Oeste.
 
Mas, o primeiro de maio não pode deixar de ser lembrado como uma data destinada a comemorar as vitórias alcançadas pelos trabalhadores em todo mundo, em suas lutas, ao longo da história.  Aliás, a data de 1º de maio de 1886 foi assinalada por uma revolta de trabalhadores pelos seus direitos, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos.
 
No Brasil são considerados trabalhadores todos aqueles que exercem atividades para o seu próprio sustento e de seus dependentes, inseridos nos setores formais ou informais da economia. Incluem-se aí os trabalhadores domésticos, trabalhadores avulsos, trabalhadores agrícolas, os autônomos, trabalhadores industriais, servidores públicos, trabalhadores cooperativados e outros.
 
O fato é que o trabalho ocupa um lugar central na vida do homem. É seu meio de sobrevivência, a tal ponto que a ele dedica a maior parte de seu tempo. É seu instrumento de cidadania e de liberdade pessoal, pois, por ele passa a não depender dos outros para a sua sobrevivência. É seu meio de realização profissional e  pessoal.
 
A concepção do trabalho, o sentido a ele atribuído sofreu, porém, várias modificações ao longo da história. Entretanto, foi no século XVIII, com a revolução industrial, que se assistiu a mudanças essenciais na própria concepção do trabalho. Eugène Henriquez,  professor emérito da Universidade Paris VII, psicossociólogo, foi muito feliz ao escrever o que ocorreu com o trabalho naquele momento histórico da humanidade.

“Neste momento [...] justamente porque a indústria se desenvolve, começou-se a perceber que os homens não somente sofrem sua história, mas também podem produzir sua história. E para produzi-la, é preciso também produzir economia. O trabalho, que não era tido em alta consideração [...] de repente passou a ser valorizado, porque se transformou num símbolo de liberdade do homem, para transformar a natureza, transformar as coisas e a sociedade”.
 
A par de ser um elemento de realização pessoal, o trabalho promove a transformação da sociedade como um todo. É propulsor do desenvolvimento no seu sentido mais amplo, capaz de trazer qualidade de vida para toda a sociedade. É por isso que chamei a atenção para os números de empregabilidade na economia do nosso Estado, no princípio deste artigo. Um dos celeiros do país, no setor agropecuário, estamos nos tornando, também, uma economia industrial. 
 
Pelo ritmo de trabalho implantado pelo governo do Estado de Goiás, estamos assistindo a realização de investimentos em infraestrutura, transformando o Estado de norte a sul e preparando-a para a sua caminhada propulsora do desenvolvimento do país.

Nada, entretanto, seria feito, sem a participação do trabalhador goiano, a quem, prestamos a nossa homenagem pela passagem de sua data maior. Em meio à crise que estamos vivendo, resta-nos a certeza de que é pelo esforço dos nossos trabalhadores que voltaremos a crescer para alcançar a qualidade de vida que a nossa população merece.

*Lúcia Vânia é senadora (PSDB), Ouvidora Geral do Senado e jornalista.
 
 
 

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