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Jalles Fontoura

Por que a faculdade de Medicina?

| 13.07.15 - 15:12
Goiânia - O Programa Mais Médicos, do Governo Federal, contratou pelo prazo de 3 anos cerca de 14.000 médicos do mundo inteiro, para trabalhar no Brasil. Parece muito, mas aconteceu que a ampliação tão grande do número de profissionais pouco impactou a grande demanda brasileira por médicos (e por mais saúde) tornando clara, para todos, a necessidade urgente de oferecer mais vagas e investir na formação de médicos para fazer cumprir a Constituição do Brasil, que fez da saúde um direito das pessoas e um dever do Estado, incluindo os governos municipal, estadual e federal.

Colocando esta premissa, acrescente-se a necessidade de interiorizar a oferta de mão de obra médica, já que a carência mais aguda está nas pequenas e médias cidades brasileiras.

Para um problema desta dimensão, um desafio tão grande, quem puder contribuir deve assumir riscos e desafios, pois o resultado será vida e saúde melhores para as pessoas. E aí, entra a opção política de perceber oportunidade mesmo no problema e fazer do limão uma boa limonada. Analisando esta conjuntura com foco na realidade regional, a oportunidade fica muito clara. O resto é articulação e muito trabalho.

Goianésia está hoje em posição de vantagem e pode fazer a soma do momento favorável e de boa infraestrutura física e organizacional, especificamente, na saúde pública. Temos hospital escola, 17 postos do Programa Saúde da Família (PSF), o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS), 200 leitos SUS, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), programa de internato pelos acadêmicos de medicina. Em construção, para operação em até um ano, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), o Centro de Referência e Excelência para Dependentes Químicos (CREDEQ) e duas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

A cidade abriga ainda uma Unidade Regional de Saúde do Governo do Estado de Goiás, cursos de enfermagem de nível médio e universitário, 4 hospitais privados, Clinicas, de Hemodiálise, Oftalmologia e Imagens, laboratórios de analise clínica, banco de sangue e uma tradição de décadas de serviços médicos, especialmente em saúde básica, e conta com uma ótima Associação Médica que representa a classe médica local. Ou seja, o município já conta com o ambiente próprio e pronto para os novos passos no setor saúde.

O desafio do investimento para instalar a faculdade de medicina, assumido pelo programa Goianésia Pode Mais em 2012, aprovado pela população nas eleições, transformou-se num sonho. A gestão municipal superou desconfianças e ceticismos, obteve o apoio decisivo do Governador Marconi Perillo, do Deputado Federal Thiago Peixoto, do Deputado e Presidente da Assembleia Legislativa Hélio de Sousa, do Secretário Vilmar Rocha, da maioria da Câmara Municipal, das lideranças locais, da classe médica e da população. A Universidade de Rio Verde (UNIRV), por outro lado, sob a coordenação do Reitor Sebastião Lázaro, propôs e conseguiu autorização para instalação do curso de medicina através do Conselho Estadual de Educação.

O vestibular em agosto de 2015 marca o início de um novo salto de crescimento e prosperidade para Goianésia, através da consolidação de um pólo de conhecimento, onde a educação, desde a creche até o grau universitário, assume a liderança de desenvolvimento, do emprego, das oportunidades e de valorização do município e da região.

Aos seus 62 anos, Goianésia foi construída com trabalho e bem estruturada. Seu passado credencia o presente atuante, cheio de vida e energia a investir no futuro. A geração que hoje vai receber conhecimento, educação de qualidade, bons princípios, valores, será preparada e competitiva para sonhar e viver bem nas próximas décadas.
 
*Jalles Fontoura, Engenheiro, 64 anos, e Prefeito de Goianésia.

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