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Cristina Lopes

A prevenção de queimaduras e o papel de cada um

| 07.06.16 - 19:17

Goiânia - Pouca gente percebe o perigo a que o ser humano está exposto por causa do risco de queimaduras. Em casa, no trabalho, no trânsito e em uma série de locais e situações, o corpo pode entrar em contato com calor, frio, substâncias químicas, descargas elétricas e atrito que destroem total ou parcialmente a pele, provocando conseqüências das mais graves, inclusive a morte. Neste mês, em que “os arraiais” e seus balões de gás se multiplicam país afora e em que se lembra o Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, 6 de junho, divulgar informações sobre prevenção e tratamento é fundamental.
 
O ambiente doméstico oferece uma série de riscos que nem sempre são lembrados por pais, mães e responsáveis. A manipulação de álcool, o fogão, o chuveiro, o ferro de passar e aparelhos eletroeletrônicos, por exemplo, provocam combustão ou transmitem eletricidade, causando anualmente inúmeros acidentes. Por isso, investir na revisão e proteção das instalações e equipamentos e manter crianças distantes deles são passos dos mais importantes.
 
O trabalho também costuma fazer vítimas de queimaduras, quando não são usados equipamentos de proteção, como óculos e filtro solar, ou não são seguidas regras de manipulação de substâncias superaquecidas ou muito frias. Quantas vezes não vemos também profissionais que atuam sobre duas rodas se queimando em escapamentos de motos? Ou operadores de várias áreas atingidos por descargas elétricas? Por isso, orientação e proteção nunca são demais. 
 
E, nesta época, as tradicionais festas juninas, combinadas com o ar seco do inverno, trazem a ameaça de balões e fogos de artifício que provocam queimaduras, amputações, incêndios e ameaçam até mesmo a segurança do espaço aéreo. Por que a beleza das quadrilhas não pode ser revivida sem esses costumes que ameaçam os foliões e toda a vizinhança? 
 
Há três décadas, desde que fui vítima de grave queimadura e busquei formação no socorro e tratamento de queimados, exerço o compromisso de realizar palestras em escolas, universidades, igrejas e associações de todo tipo, alertando sobre prevenção e atendimento às vítimas. Diante de tantos acidentes, reforço diariamente normas e dicas de proteção a quem possa me ouvir.
E é exatamente aos meus amigos, parentes, colaboradores, conhecidos e seguidores nas redes sociais que peço ajuda para multiplicar a política de prevenção de queimaduras, para mim uma missão que pode salvar tantas outras vítimas. 
 
Queimaduras são muito mais comuns que se imagina. Seja por descuido, falta de conhecimento ou por insistir no risco. Temos todos que rever nossos hábitos, readequar nossa postura, para que nosso cotidiano seja repleto de cuidados que nos garantam nosso direito mais básico: a vida plena. 

*Cristina Lopes é vereadora de Goiânia 
 

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