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Viviane Guimarães

O desrespeito ao amor

| 05.08.16 - 14:48
Nos últimos dias, a mídia não parou de divulgar o fato ocorrido com a modelo e atriz Luiza Brunnet, que revelou ter sido agredida fisicamente pelo ex-marido, o empresário Lírio Parisotto. O empresário, por sua vez, defende-se dizendo já ter sido agredido inúmeras vezes por ela, inclusive tendo levado 10 pontos após uma agressão. Ele nega as acusações e alega ter somente se defendido.
 
Independente das verdades ou mentiras que podem ou não estar sendo omitidas neste caso, sobre uma questão não existe dúvida: ambos estão vivenciando uma situação terrível, desagradável e muito triste, o que gera um enorme desconforto e sofrimento intenso.
 
Mas, afinal, por que as agressões acontecem com frequência nos relacionamentos? A agressão acontece somente quando parte para ataques físicos? Como evitá-la?
 
A existência de conflitos nos relacionamentos é natural, faz parte de toda relação saudável, visto que somos seres diferentes, pensamos e acreditamos em coisas diferentes. O problema começa quando não conseguimos resolver essas diferenças e elas vão se tornando cada vez maiores e mais complicadas. A dor e o acúmulo de situações não solucionadas tornam as discussões entre o casal cada dia mais exaltadas e cheias de extrema irritabilidade.
 
As brigas entre o casal são normais! A única coisa que eles precisam é aprender a brigar: transformar o momento da briga em uma oportunidade para conversar, dialogar, debater sobre os desacordos até encontrar uma solução e aprender algo novo. 
 
Diferenças culturais vão gerando pequenos conflitos que, se não resolvidos, vão se acumulando e gerando problemas cada vez maiores e o aumento da irritação e da angústia. Assim, começam a surgir as agressões verbais e emocionais, que vêm com um alto grau de tristeza e raiva. As brigas tornam-se mais tensas e descontroladas e o próximo passo poderá ser o início de agressões físicas. E como evitar que o relacionamento chegue a esse ponto? Prestando atenção e rompendo este ciclo antes que chegue ao final. 
 
Existem várias formas de fazer isso, como prestar atenção aos problemas para não deixar acumular, ler livros, fazer terapia, fazer cursos, etc; ficar alerta durante as discussões para não permitir que ultrapassem o limite do respeito; evitar a todo custo as agressões verbais; não buscar o diálogo quando os ânimos estão exaltados, etc.
 
O mais importante é não permitir que um agrida o outro e perca o respeito um pelo outro. Esse é um caminho sem volta ou, pelo menos, muito difícil de retornar quando o casal já foi longe demais.



*Viviane Guimarães é psicóloga, especialista em Relacionamentos, fundadora da Escola de Relacionamentos Felizes Para Sempre...

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