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Fernanda Fernandes

Goiás e o Turismo Gastronômico

| 17.05.17 - 15:43
No dia 8 de maio foi comemorado o Dia do Turismo. No Brasil, esse mercado é muito forte, respondendo por 3,7% do nosso PIB. Se tratando de Turismo Gastronômico, Goiás tem polos específicos porém com demanda constante, como por exemplo Chapada dos Veadeiros, Caldas Novas, Pirenópolis e Cidade de Goiás. Todos finais de semana essas cidades recebem visitantes e isso movimenta a economia local. Outras cidades, como Corumbá, Hidrolândia, Nova Veneza e São Simão possuem atrativos gastronômicos específicos, mas não menos importantes.
 
Manter um negócio de alimentação em uma cidade turística é diferente que manter em cidades não turísticas e isso requer uma capacidade ainda maior de administração por parte dos gestores. Quais são esses diferenciais e como administrá-los?
 
O fluxo sazonal é um desses diferenciais, pois influencia diretamente no controle das compras. Se falta produto, o estabelecimento não tem o que vender e deixa de gerar faturamento. Outro ponto é a forma de armazenamento. Se o produto não for bem armazenado ou conservado, com data de validade controlada, o empresário pode perde-lo e ter prejuízo. É muito importante saber comprar, aproveitar promoções, fazer um estoque e mantê-lo sempre em bom estado de organização e conservação.
 
Outro grande diferencial é o acesso à compra. Dependendo do produto oferecido no cardápio, o deslocamento para adquiri-lo é maior e mais demorado e precisa ser planejado com mais cuidado para que o mesmo não falte no estoque.
 
Desafios
Um grande desafio do gestor são os dias de venda. O empresário tem em média 12 dias para gerar faturamento para um mês. Esse faturamento precisa ser suficiente para bancar os gastos fixos. O fluxo também é um desafio. O gestor precisa estudar e avaliar o público turístico. Sem essa pesquisa ele não terá embasamento para conhecer a sazonalidade do negócio.
 
A mão de obra é outro desafio, visto que nessas cidades os contratos são em sua maioria no modelo de diárias. Com isso, a qualificação profissional e até investimento em treinamento tornam-se mais difíceis, pois a rotatividade é grande.
 
Mesmo com tantas particularidades, ter um negócio de alimentação em uma cidade turística é um bom investimento. O segredo é saber administrar essas especificidades.
 
Dica
Para quem quer abrir um negócio de alimentação, seja em Goiás ou em qualquer outro destino turístico, deixo aqui uma dica preciosa: explore ao máximo a regionalidade. Todo turista procura vivenciar a identidade local. Quem vem a Goiás pela primeira vez, por exemplo, quer experimentar o pequi, os frutos regionais e quer vivenciar a rotina do goiano.
 
Explorar a regionalidade é algo surpreendente para um negócio de alimentação em termos de faturamento. Seja pousada ou hotel (que também se enquadram na categoria “negócios de alimentação”), bar ou restaurante, casa de doces ou cafeteria, explore o regional pois seu cliente vai querer vivenciar essa experiência.
 


*Fernanda Fernandes é consultora, especialista em Gestão de Negócios de Alimentação.

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