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Ana Flávia Corujo

O hábito não me deixa inovar?

| 23.05.17 - 14:02
Tudo na vida é uma questão de hábito. Existem estudos que comprovam que se fizermos determinada atividade por quarenta dias seguidos ela vira um hábito. A resistência a certas coisas pode ser cultural, falta de conhecimento, um não gostar, ou falta de hábito mesmo. Somos resistentes ao que desconhecemos - inclusive por hábito.
 
E quando entramos no mundo dos negócios e nos deparamos com os processos? Eles são desenhados, formalizados, documentados e, muitas vezes, auditados, para se tornarem um hábito. Eu confesso que não gosto muito de seguir processos, mas reconheço que quando eles são bem estruturados e inovadores tornam-se necessários para que uma empresa funcione e consiga atingir seus resultados e crescer sem grandes dores. 
 
Mas aí que está o X da questão: os processos são necessários, mas precisam ser inovadores. Eles precisam automatizar, mas também digitalizar. A melhoria deve ser continua. Não podemos ser imutáveis. É preciso que os processos evoluam por meio das novas tecnologias que são lançadas a todo tempo no mercado. É preciso mudar constantemente nossos hábitos. 
 
Podemos comparar os processos engessados à revolução industrial, extremamente marcada pelas máquinas, que reforça o trabalho alienado. Alienação é estar alheio a algo. Processos engessados limitam a criatividade das pessoas e, consequentemente, a inovação. 
 
É por isso que a palavra disrupção está tão na moda. Ela é tão para frente que nem consta nos corretores automáticos - o que reforça de forma metafórica, ou não, ainda mais minha teoria. Não inovamos, por puro hábito. Assim como nós, as empresas podem escolher se preferem ficar do lado de cá ou de lá. 
 
Um exemplo prático é a questão da formalização de contratos usando papel e caneta. O que tem de errado nisso? Nada. Mas é só um hábito, porque é possível fazer diferente. E algumas empresas já estão fazendo. Elas adotaram o Certificado Digital como caneta e substituíram o papel por um arquivo digital. Os ganhos? Celeridade, redução de custos, inovação e... mudança de hábito.
 
Enquanto algumas companhias ainda mantêm seus processos mesclando o físico com o digital - a atividade começa com a redação de um texto no Word, mas termina com o documento sendo impresso para a assinatura -, outras investem em mobilidade e sustentabilidade, mudando hábitos e inovando seus processos. Elas começam e terminam um fluxo de uma formalização de um contrato no meio eletrônico. Sem custos com impressão, deslocamentos, manuseio e armazenamento.
 
A mudança é radical, mas é simples. Faça uma pesquisa na internet e veja os resultados. Digite "Como assinar um documento com o Certificado". Se não encontrar a resposta, me escreva, que eu te explico. Garanto que é fácil. 
 
A dica que dou depois de dar essa volta na roda gigante é: mantenha os hábitos positivos, aqueles que trazem equilíbrio e que nunca vão sair de moda. Mude os hábitos que você nem se lembra porque os tem. Faça como uma criança, pergunte e entenda os porquês. Talvez por isso elas naturalmente crescem.
 


*Ana Flávia Corujo é Gerente de Alianças Estratégicas da Certisign
 
 
 
 
 
 
 
 

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