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Antonio Sérgio Cangiano

Tablets e smartphones no lugar da chupeta

| 25.09.17 - 15:39
As novas gerações são muito mais digitais e praticamente concebidas para viver em torno das novas tecnologias. Quando numa roda de pais se comenta sobre esse tema, fica evidente essa preferência quando muitos dizem que seus filhos, mesmo pequenos, se mostram mais ligados no mundo e, para espanto de todos, preferem brincar com o smartphone que com a própria chupeta para parar de chorar. O certo é que esse artifício eletrônico também é muitas vezes usado para fazer a criança desligar um pouco e dar sossego aos pais.
 
Os pais, mais conscientes e bem informados, resistem a dar o celular aos pequenos, mas chega um momento que acabam cedendo.  Desses gestos, então, nascem coisas surpreendentes, com as quais nos deparamos todo o tempo. Presenciei em um voo de Brasília para São Paulo um bebê de menos de dois anos, no colo do pai, sem falar ainda, com o celular e o dedinho a passar pela tela, distraindo-se com o efeito na imagem.
 
Nos carros de famílias jovens, o tablet é o equipamento por excelência para viabilizar a viagem de fim de semana. Em vez de apreciar a paisagem, a viagem, prefere-se as informações das redes sociais e o bate papo incessante com os amigos. Vocês devem ter também presenciado inúmeros casos similares. Muitos devem estar se perguntando: Porque ele está falando sobre bebês, chupetas, celulares, tablets e computadores?  Bem, para mostrar a todos que o mundo muda e que a tecnologia que atrai e entretém também serve para negócios, acessos a compras, para a assinatura de documentos, envio de e-mails, para olhar o facebook, para sair zapeando por aí.
 
Essa geração exigirá como cidadãos inúmeras aplicações a mais das atuais. Eles querem uma vida real ainda mais virtual com múltiplas ações para serem realizadas pelo computador, sem filas, sem gastos de recursos físicos, sem impactos ambientais. Certamente estarão contra meios como gasolina, óleo, papel, tinta, água, madeira etc. e quererão resolver rápido o que hoje é demorado.
 
A rede mundial dá acesso a tudo no mundo, desde mercadorias, a informações, livros, músicas, filmes e por aí vai. Quanto maior o número de aplicações disponíveis e maior interoperabilidade, mais simplifica a vida pode ser, com o uso dos dispositivos móveis e a interconectividade que já dispomos. Não estamos falando de esperanças de futuro, ou visões presentes de expectativas futuras, estamos falando de FATOS.
 
A minha filha de 27 anos teve sua infância em São Paulo e sua adolescência e vida adulta em Brasília. Até hoje mantém seus círculos de amigas e amigos, graças à internet. Em outras épocas, estes amigos já estariam perdidos nas lembranças e não presentes com suas atividades conhecidas pelos círculos afetivos que se desenvolveram no passado.  As e-gerações terão outra perspectiva e exigências em ralação a governos e suas relações de interesse, dado o uso, a familiaridade com os dispositivos que dão acesso a tudo.
 
Minha filha é mestre em aproveitar as promoções desses clubes de compra, prefere sempre resolver as coisas pela internet. Planeja viagens, faz reservas em hotéis e pousadas, contrata passeios, tudo pela rede mundial.  Minha filha já reconhece e exige aplicações com certificado digital, que facilita sua vida e promove segurança quando utilizado. Sem dúvida, quando há segurança de uma assinatura e identidade virtual proporcionada pelo certificado ICP-Brasil, se possibilita relacionamentos confiáveis, com credibilidade de identidade e de movimentações patrimoniais garantidas. 
 
Entretanto, para que tudo isso aconteça e flua, nós que trabalhamos com essa matéria temos uma missão a cumprir. Sabemos que uma tecnologia de ponta, desenvolvida pela ciência, principalmente a matemática, que garante a criptografia e a facilidade de uso de chaves assimétricas, precisa todo o tempo estar à frente desses movimentos, atender a essas demandas. Teremos, portanto, que fornecer as facilidades para o desenvolvimento dessa cidadania eletrônica, temos de atender tudo o que essa e-geração vai exigir.
 
Hoje a nossa militância é para que se façam aplicações e que se divulguem as vantagens e economias sustentáveis que a certificação digital ICP-Brasil e a infraestrutura digital fornecem, mas amanhã teremos que responder a essas gerações. Hoje, com seus frágeis dedinhos, exigirão no futuro poderosas aplicações seguras pela internet, na vida adulta.  Esse é o desafio de nossa indústria.
 


*Antonio Sérgio Cangiano é Diretor Executivo da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD)

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