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José Carlos Pereira

Professores: a salvação para o futuro

| 13.10.17 - 19:55
 
Estamos vivenciando uma época de profundas crises políticas, econômicas, culturais e sociais. Diante da complexidade do momento, surgem mudanças das quais não se pode ainda, medir as consequências. As transformações que antes levavam anos para acontecer, hoje acontecem em minutos. Todavia, ao mesmo tempo que temos uma economia globalizada, falta o essencial dentro dos lares. A cada dia que passa, as famílias e os próprios alunos estão mais exigentes, pois precisam responder às necessidades da sociedade.
 
No dia 15 de outubro celebramos o dia do professor. Profissão que não se concretiza se não tiver como base uma vocação. Ser professor apenas pela dimensão profissional não faz sentido, pois a qualidade do trabalho docente acompanha o processo de evolução. As empresas e organizações exigem as melhores competências e habilidades. Quanto mais conhecimento adquirido, mais conhecimento à disposição da sociedade e das instituições. Diante das incertezas do momento e da falta de estrutura familiar, muitas crianças carecem de referenciais.
 
As estatísticas nos mostram que muitas crianças passam mais tempo com os professores do que com os próprios pais. Os professores tornaram-se as melhores referências das crianças, dos adolescentes e dos jovens. Para os professores Maristas, educar é antes de tudo um ato de amor, pois “para bem educar é preciso amar” (Champagnat, 1789). Assim foi no início do Instituto Marista, há duzentos anos, assim é no “agora” de nossa história. Valores essenciais que formam a excelência acadêmica e pessoal, são perenes. As duas dimensões são necessárias, pois o profissional completo é que aquele que tem conhecimento e sabe relacionar-se respeitosamente em equipe para que os melhores resultados aconteçam.
 
O que fez sentido antes, precisa ser valorizado e atualizado para fazer sentido hoje. As pessoas, os espaçotempos de aprendizagens e os processos se transformam, mas os valores que edificam os seres humanos precisam ser respeitados e vivenciados. Numa época de contra-valores, os professores têm como ofício ensinar as diversas ciências, mas também têm como missão educar. As máquinas trabalham muito bem, mas não podem fazer o que os seres humanos fazem, ou seja, amarem e serem amados.
 
Os professores desempenham um papel de suma importância na vida das pessoas e da sociedade, e a cada dia visualizamos menos profissionais que se dedicam à missão. Infelizmente essa realidade sempre foi assim, pois “muitos são chamados, mas poucos os que são escolhidos por Deus” para tamanha missão; formar pessoas, pois são os mediadores do processo ensino-aprendizagem e as aprendizagens assumem diferentes perspectivas que são complementares, ou seja, devem ser conscientes, cooperativas, continuadas, interdisciplinares, contextualizadas, significativas e produzir uma síntese pessoal. As aprendizagens devem transformar a vida e a situação das crianças e dos jovens, formando-os na integralidade do ser.
 
No dia dos professores, é preciso valorizar imensamente estes homens e mulheres, incentivando à formação e promoção do crescimento pessoal, profissional e espiritual. Não há como colaborar com a educação aquele que não se atualiza e estuda, só “damos aquilo que temos”. Em nosso País, somente a competência técnica, humana e política a partir de uma ética fundamentada em valores, construirá cidadãos capazes de pensarem no bem comum, compartilhando conhecimento para que os alunos superem as contradições e tenham melhor autonomia, autoestima, protagonismo e vontade de vencer. Trabalhar o projeto de vida nos alunos, é tarefa de todo professor Marista, pois formamos pessoas e não máquinas.
 


José Carlos Pereira é diretor do Colégio Marista Criciúma, do Grupo Marista 

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