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Chris Taveira

'Humandróides'

| 07.12.17 - 18:34
Mais de três bilhões de pessoas conectadas, com acesso irrestrito e instantâneo a informações sobre tudo e em qualquer lugar. Tudo isso e estamos só no começo da história que mudará os parâmetros de integração entre homens e máquinas e preparará o mundo para o século XXII, de uma forma quase irreconhecível para nós. 
 
Sensores inteligentes, realidade virtual, internet das coisas, inteligência artificial e cérebros conectados. Há quem se assuste com essas expressões que deixaram de ser tendência para transitar entre as nossas iniciativas empreendedoras, e perturbar nosso sono a respeito do potencial destrutivo ou criativo para avançar, e finalmente responder à pergunta: será que as máquinas vão nos substituir?
 
As pessoas estão tão preocupadas com isso que, se percebessem que homens e máquinas são bons em tarefas distintas, despenderiam mais energia em buscar na complementaridade um caminho para a criação de novos negócios e economias mais prósperas. 
 
Especialistas traçam vários cenários possíveis que tratam desde a extinção da raça humana até a criação de um mundo infinitamente melhor. E os extremos são tão remotos que dificultam a aplicação do bom senso.
 
A resposta, portanto, independente da suposição, não está em tornar a humanidade obsoleta, mas em fortalecer nossa inteligência emocional e cognição, e aprimorar as máquinas para as funções que desempenham melhor. Computadores não competem por si só, mas respondem a comandos quanto a análise de informações, num universo de big data e algoritmos espetaculares. 
 
Pessoas e empresas se especializam. Governos se diversificam. Esta é uma combinação que tem funcionado para geração de riqueza e fortalecimento das atividades comerciais pelo mundo. Entretanto, com um desenho de escassez de recursos, a produtividade entra em pauta com um desafio a ser transposto, a partir da tecnologia.
 
Precisaremos reinventar nosso crescimento horizontal. Homens e máquinas formam uma aliança poderosa para pensar na globalização e nas suas condições de repetição e escala. A tecnologia pode trazer sustentabilidade para os arranjos de distribuição, que equilibrarão oferta e demanda num espaço e tempo limitados.
 
Será que as máquinas vão nos substituir? Acredito que seres humanos e computadores, juntos, podem alcançar melhores resultados. Resta saber se estamos preparados para este caminho híbrido, que ressalta na complementaridade o nosso papel dominante. Ou não.
 


*Chris Taveira é investidora e CEO e fundadora do Grupo NorthON
 

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