Pela 5ª vez o mais influente da web em Goiás. Confira nossos prêmios.

Sobre o Colunista

Rodrigo  Hirose
Rodrigo Hirose

Jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia / rodrigohirose@gmail.com

Conectado

O triste fim do SMS

Apps gratuitos enterram os jurássicos torpedos | 31.01.14 - 19:25 O triste fim do SMS
 
Goiânia - Imagine a cena, localizada em alguma sala no início dos anos 1990:
 
O engenheiro chega à reunião e demonstra sua ideia: um recurso que possibilita a troca de mensagens de texto por meio de telefones celulares. Provavelmente, alguém que participava de tal reunião deve ter questionado:
 
- Quem vai querer escrever se pode falar ao telefone?
 
O fato é que a criação deu tão certo, principalmente entre os jovens, que se transformou em uma enorme fonte de renda para as operadoras de telefonia móvel. Mas, como tudo na tecnologia, parece que o SMS começa a viver seus últimos dias antes do ostracismo.
 
O alerta foi ligado com a divulgação de levantamento feito pela empresa de pesquisa Strategy Analytics, no início de janeiro. O estudo indica uma queda de 4% nas receitas geradas pela troca de torpedos em 2013 (no total, foram 104 bilhões de dólares no mundo todo). Foi a primeira vez que isso ocorreu.
 
No Brasil, as operadoras dizem que tal efeito ainda não foi sentido, mas já ligaram o sinal amarelo. Tanto que é cada vez mais comum o lançamento de pacotes de mensagens ilimitadas por um preço fixo. Outra alternativa são parcerias com desenvolvedores de aplicativos. Em entrevista à Agência Estado, um diretor da Vivo admite que a curva no faturamento com o SMS já não cresce com a velocidade de anos anteriores.
 
Viber, Skype, Messenger e outros caíram no gosto e começaram aos poucos a ameaçar o monopólio das operadoras de telefonia. Sem contar outras ferramentas que mais ou menos substituem os torpedos (como o Twitter que, aliás, nasceu exatamente do conceito do SMS).
 
Mas então chega aquele que viria sangrar de vez  a galinha de ovos de ouro das empresas de celular: o WhatsApp e seus mais de 430 milhões de usuários. A popularidade do aplicativo é tanta que já há estudos que demonstram que ele rouba até mesmo usuários do Facebook, principalmente entre o público mais jovem. Tanto que os criadores recusaram uma bolada da empresa de Mark Zuckerberg.
 
As vantagens dos aplicativos sobre os jurássicos SMS são inúmeras. Além do texto propriamente dito, eles permitem a troca de mensagens de voz, fotos, links, vídeos, formações de grupos, tudo em tempo real.
 
Além disso, os aplicativos trazem consigo uma palavrinha mágica: grátis (ou a um precinho módico em relação ao cobrado pelas telefônicas).
 
Como tudo no mundo da tecnologia, as mudanças se sucedem à velocidade de um clique. Basta se lembrar da frequência com que você enviava SMS aos seus contatos há um ano ou dois pra perceber que, logo, logo, eles serão apenas uma leve nostalgia, como os bilhetinhos que seus pais pediam para o garçom entregar na mesa vizinha no bar.
 

Comentários

Clique aqui para comentar
Nome: E-mail: Mensagem:

Sobre o Colunista

Rodrigo  Hirose
Rodrigo Hirose

Jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia / rodrigohirose@gmail.com

Envie sua sugestão de pauta, foto e vídeo
62 9.9850 - 6351