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Pablo Kossa
Pablo Kossa

Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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Tomara que chova três dias sem parar

Estiagem aponta para cenário cruel em 2014 | 13.02.14 - 09:31

Goiânia - Só não enxerga quem não quer: estamos vivendo um fevereiro muito atípico em Goiás. No restante do Brasil também, mas vamos nos ater ao nosso estado para observar o quão sério é o cenário.

Calor fora do comum para o período, estiagem prolongada no meio do tradicional período chuvoso, formação de praias no Rio Araguaia meses antes do usual, reservatórios de água para fins de tratamento e produção de energia elétrica bem abaixo do esperado, racionamento de água em época que normalmente não ocorre. Esteja preparado, pois 2014 será um ano hardcore.

Estou certo de que a estiagem de julho, agosto e setembro será daquelas de lotar as unidades de saúde com excesso de problemas respiratórios. Também não tenho dúvidas de que as regiões que tradicionalmente vivem racionamento terão essa situação agravada.

Tal qual é provável que localidades que nunca enfrentaram tal problema passem a ter esse fantasma rondando. Bem-vinda ao novo mundo, baby! Quente como o inferno. Ou melhor, o inferno é aqui mesmo.

Não sou do time dos chamados negacionistas ou céticos. Tenho convicção que a ação do homem está influenciando nas alterações climáticas provenientes do aquecimento global. Acredito no trabalho e nos relatórios apresentados pelo grupo de 559 cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) que considera “inequívoco” o aquecimento do planeta e isso se deve “muito provavelmente” aos gases emitidos na atmosfera que produzem o efeito estufa.

Respeito quem pensa diferente, mas tenho elementos suficientes para acreditar na opinião de um leque tão grande pesquisadores que já ganharam inclusive um Nobel da Paz por levarem adiante esse amplo estudo.

Voltando à realidade goiana, temos riscos de desertificação em alguns pontos mais críticos de nosso estado. Como vamos resolver isso? Não faço a mínima ideia. Sou leigo e não tenho conhecimento técnico para me arriscar nessa seara.

Mas existe gente especialista nessa pauta. Profissionais que sabem como mitigar as intempéries naturais. Não podemos controlar o clima, mas é possível nos planejarmos para que quando o problema pintar, as consequências sejam as mais amenas possíveis. E é bom que quem os responsáveis por esse planejamento e nossa segurança estejam de cabeça quente com esse duro cenário.

No momento em que a seca apertar, os argumentos de que não sabiam, de que foi uma surpresa uma seca tão rígida não vão colar. Que tenham as cartas nas mangas para minimizar o impacto. Ou comprovarão perante toda opinião pública seu completo descompromisso. Ou incompetência. Eu não sei qual das duas hipóteses é a pior.

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