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Pablo Kossa
Pablo Kossa

Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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O mito de que Goiânia não tem nada para fazer

Basta pesquisar um pouco para ver opções mil | 14.02.14 - 18:21 Goiânia - Vira e mexe, quando alguém descobre que sou jornalista e envolvido com área cultural, me perguntam a razão pela qual “Goiânia não tem nada para fazer”. Respiro fundo, conto até o infinito, peço aos deuses paciência, serenidade e dou a resposta padrão: “eu discordo de você”.

Somente alguém muito, mas muito mesmo, por fora para dizer uma sandice desse porte. A real é que para fazer tudo que a cidade oferece é preciso muito tempo livre. E grana farta. Esses são os dois maiores impeditivos de aproveitar toda a agenda cultural e oferta gastronômica que Goiânia atualmente tem.

Depois que apresento a fala nesse teor, a resposta invariavelmente questiona a falta de divulgação dos mesmos. Novamente, outra profunda respirada, prece para que a bondade com o ser humano de Madre Teresa de Calcutá se materialize em meu ser e coloco: “será que você está olhando nos lugares certos?”.

Basta olhar a imprensa local, dar uma circulada pelas redes sociais que as coisas pulam em sua cara. Não é um trabalho tão pesado assim. Basta a mínima iniciativa.

Certa vez, quando eu ainda trabalhava com produção na Fósforo Cultural e organizava, dentre vários outros, o festival de música alternativa Vaca Amarela, participei de uma palestra para o curso de Eventos da então Universidade Católica de Goiás. Na hora das perguntas, um aluno me questionou isso, da falta de divulgação dos eventos alternativos em Goiânia.

Comecei a listar: “para o Vaca Amarela, pintamos não sei quantos muros na cidade, distribuímos tantos mil panfletos em tal e tal e tal pontos, imprimimos não sei quantos cartazes colados em vários locais de Goiânia, nossa comunidade no Orkut (sim, ele ainda existia e era relevante) está com não sei quantos membros, colocamos tantas inserções na Rádio Interativa que é líder do segmento jovem, fomos capa dos três cadernos de cultura dos jornais diários da cidade como todos os anos. Bem, fora isso tudo, não sei mais o que fazer para divulgar melhor o evento”. A turma inteira caiu na risada.

Tenho uma tese de que a publicidade só atinge quem lhe é disposto. Por exemplo: o gigante Villa Mix acontece e eu normalmente fico sabendo só depois que ele ocorreu, nas matérias jornalísticas. Podemos ter mil críticas ao evento sertanejo, mas não que não tenha uma boa divulgação. O problema está comigo. Essa informação não me atinge pois não sou afeito ao produto em questão. Seria como comercial oferecendo absorvente para mim.  Não vai me atingir.

Antes de reclamar do tédio em Goiânia, tente ampliar o olhar e procurar um pouquinho mais. As opções são fartas e para todos os gostos. Música boa e ruim grátis, barata e cara, filmes variados na cidade inteira, restaurante para todos os gostos e bolsos, bares em cada esquina para os mais variados públicos, teatro de medalhões globais e autoral local e por aí vai.

O problema não está na cidade, está em você que fala sem procurar.

Comentários

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  • 18.02.2016 15:51 Humberto Machado de Mendonça

    Realmente o que você disse é real alem de tudo isso tem o museu do Pedro Ludovico Teixeira, Parque Areião, Parque Vaca Brava, tem também o Lago das Rosa, tem o Bosque dos Buritis, neste ultimo possui Centro Livre de Artes onde contém varias atividades para crianças, Adolecentes, Jovens e Adultos como Aulas de Música de varias categorias (inclusive esta lotado) e também no bosque dos buritis possui também uma galeria de artes onde pode ser visitada e é gratuito, na praça do avião possui quadra de basquete e pista de skate e outras brinquedos para a criançada além de poder deslumbrar a obra de Santos Dumont

  • 03.01.2015 16:37 Augusto Vilela

    Pablo na boa... Goiânia não tem nada pra fazer... os eventos são fracos comparados ao eixo Rio/Sampa e os que digam que tem coisas a se fazer por aqui são as pessoas que gostam de beber... porque o que não falta é lugar para "encher a cara". No meu caso esta cidade não oferece nada além de alguns parques e shoppings.

  • 08.10.2014 11:22 Francisco

    Nao precisa nem compara com megalopoles brasileiras pra ver o quanto nossao cenario cultural é fraco. Fiz faculdade em ribeirao preto e me surpreendeu a diversidade cultural da cidade. Mas uma coisa é certa lá a população exigia mais q houvesse, praticamente todo mes eu assinava uma abaixo assinado diferente. E quanto nao tinha como fazer, igual a virada culltural q a prefeitura deribeirao resolveu nao participar, ocorreu uma mobilização dos moradores para ter uma virada cultural independente. Realmente goiania falta muito.. Mas o problema é q devemos reclamar menos e agir mais

  • 13.07.2014 16:36 neila

    Nasci,cresci e moro em Goiânia há 45 anos,conheço muitos bares,restaurantes, museus e parques dessa cidade que detesto de toda minha alma e nunca,mas nunca vi tanta sem gracesa numa cidade tão sem opção pra nada. Viajo muito e até mesmo uma currutela tem mais atrativos do que essa merda de cidade sem graça

  • 19.02.2014 13:41 Thiago Pena

    Texto muito frágil e inócuo. Não cumpre seu único propósito: desmistificar a crença de que não temos na nossa capital boas e variadas opções culturais, de lazer, de entretenimento, gastronômicas, etc. Endosso a tese de que há, definitivamente, muito pouco "para se fazer em Goiânia", e não vejo qualquer nexo nessa sua tese da publicidade; como assumido expressamente, o problema é você. Desculpe se soa grosseiro, não é a intenção.

  • 18.02.2014 18:25 Retroagido

    Torresmão com velho barreiro toda terça lá em ksa, 19 horas. Estão reclamando do q? Me poupem!!!

  • 17.02.2014 18:47 Tiago

    Vim de Brasilia, Moro em goiania a algum tempo e só tenho a dizer o seguinte... barzinho basico para bater um papo com boa comida temos varios. Exposições e museus muito pouco, falta o povo goiano conhecer melhor sua cultura. Não vamos só culpar a cidade, nos goianos não temos muito interesse em exposições de arte, e nem sobre nossa cultura infelizmente. Quanto a teatros goiania é muito aquem tbm, só vem peças carimbadas do eixo, falta coisa mais nossa, tipo em Brasilia que tem varias companhias de teatro que atraem muitas pessoas da propria cidade, até mais que peças que vem do rio e sampa

  • 17.02.2014 16:25 Matheus Rodrigues

    Pensei 2 vezes ao comentar um texto tão mentiroso e irreal como este, mas não consegui. Goiânia é uma cidade extremamente pobre e limitada culturalmente, não há nem o que discutir! O Sr. Kossa com certeza nunca esteve em Curitiba, Belo Horizonte, Campinas, Porto Alegre e algumas outras cidades brasileiras que não tem praia nem contam com atividades e a aura beira mar mas mesmo assim têm uma infinidade de programas culturais e um vasto roteiro gastronômico-cultural. Diferente de Goiânia! A cena cultural de Goiânia é uma piada de extremo mau gosto: a cidade dispões de apenas 2 teatros ruins, onde apenas peças que já foram vistas dezenas de vezes em grandes centros é que estréiam por aqui. 90% dos bares seguem sempre o mesmo estilo caipira e atrasado: com sertanejo no último volume e cerveja gelada. Tirando o Bolshoi, não há uma casa de shows bacana pra se ouvir música de qualidade. Não tem peças e programação ao ar livre nos poucos parques que a cidade dispõe. As boates, por sua vez, são franquias já saturadas de outras cidades e que tocam sempre a mesma coisa e com o público no mesmo perfil... Festival Vaca Amarela? Que porcaria é essa amigo? Vaca Amarela pra mim é sorvete de creme com guaraná! Sair de casa pra ouvir meia dúzia de bandas, que podem até tocar bem, mas num local decadente e inacessível como o Martim Cererê é ridículo! São tantos os motivos que afirmo que Goiânia não tem absolutamente nada que poderia ficar até amanhã escrevendo aqui. As saídas culturais nessa cidadade são simples: ou você vai pra algum boteco de tarde e se embriaga até a noite, ou entra em alguma igreja evagélica e sai do mundo! Meio termo aqui não existe!

  • 17.02.2014 12:18 Lucas Santos Diva.

    alguém conhece o CAPIM PUB? esta reclamando de Goiânia? vá pra caldas novas, mairipotaba, sanclerlândia...

  • 17.02.2014 11:03 José

    Que tanto de gente pobre aqui. O melhor lugar em Goiânia se chama aeroporto. Quem tem dinheiro passa férias no exterior, nordeste e o tempo que está na cidade curte bares, boates e restaurantes. O resto é beijinho no ombro e recalque.

  • 17.02.2014 09:18 Marcos Laffyte

    Comparar Goiânia a SP, RJ entre outras megalópoles é complicado, pois a demanda lá é muito maior do que aqui. Além de tudo melhoramos muito, antes nem 3 ou 4 ‘’pubs’’ tínhamos além das boates convencionais, ver o “copo cheio” as vezes é bom, por isso não reclamo muito da “agenda goiana”, vejo como uma problemática mais pragmática os “burgueses alternativos” e “cazuzas” que insistem em achar que uma tatuagem/ tênis vans os toram diferentes da camisa xadrez e tênis osklen que rondam o “marista”. O punk não sobreviveu somente de cabelos coloridos, precisamos de menos “conversa de buteco” e mais atitude para trazermos eventos maiores e agendas mais cheias.

  • 17.02.2014 06:39 Josue

    Esse goianão alternativo que comenta abaixo e um tremendo otário. Sabe por que ele acha que goiania nao tem nada pra fazer? Porque em nenhum lugar ele vai se sentir bem. O problema está onde ele estiver. Triste.

  • 16.02.2014 22:06 spiff e hercules

    Sendo Nômades nunca iremos ficar satisfeitos com agendo cultural ou gastronômica que já conhecemos, a questão é o novo,queremos desbravar o desconhecido, foi mal, moramos em um aquário, que de vez em quando aparece um peixe novo ou um submarino amarelo....

  • 15.02.2014 19:01 alfredo jr

    assino embaixo: quem diz que aqui não tem nada para fazer na verdade está pensando é em praia!

  • 15.02.2014 18:00 Goianão alternativo

    Pablo Kossa, um sujeito muito típico do meio alternativo em Goiânia, arrogante, machista e do tipo que se acha progressista, independentemente de Goiânia ter ou não coisas para se fazer (acredito que toda capital tenha) o modo grosseiro como Pablo escreve só demonstra o quanto nosso meio "alternativo" é fraco, carente de gente interessante. Fico pensando em um professor com prazer em fazer com que os alunos riam de outros alunos, fico pensando em um professor que parece ter 15 anos, fico pensando no "macho" goiano, fico pensando nos insuportáveis "burgueses alternativos" da cidade, fico pensando que NÃO! Goiânia não tem nada pra fazer! Porque afinal você precisa conversar e pode ser que em um desses lugares você encontre Pablo Kossa ou alguma das sua cópias, tanto homens como mulheres e tenha de trocar um aceno um sorriso ou um aperto de mão. Pedantes, arrogantes, pseudo intelectuais da Dallas brasileira. então pra mim garotão...Goiânia não tem nada pra fazer! E não...não te conheço, mas leio as vezes a redação, do seu primeiro texto a marcha do toddynho gostei muito, mas depois percebi a grosseria, falta de estilo e o estilinho burguês revoltado. E não se sinta tão mal, você não é único, é mais do mesmo, é mais dessa cena cultural falida, sem graça e vendida de Goiânia, é mais dessa cidade brega e autoritária. E não você não tem tese nenhuma, você tem opinião de bar, você e a facomb inteira.

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