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Sobre o Colunista

Luciola  Correa
Luciola Correa

Jornalista, graduada pela UFG, atua como assessora de imprensa há quase uma década nos segmentos de Arquitetura, Decoração e Educação luciola@lunecomunicacao.com.br / luciolacorrea@aredacao.com.br

Design & Décor

O adeus a Sergio Rodrigues

Carioca deixa lacuna no design brasileiro | 01.09.14 - 20:29
Goiânia - O mês de setembro começou triste para o design brasileiro. Faleceu nesta segunda-feira (1º/9), em decorrência de insuficiência hepática, o arquiteto e designer carioca Sergio Rodrigues.

Contemporâneo de nomes de peso da arquitetura e decoração nacionais como José Zanine Caldas, Joaquim Tenreiro, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, escreveu sua história de maneira ímpar.

Nas décadas de 1950 e 1960 apresentou ao mundo o potencial do design brasileiro, conseguindo imprimir em suas peças o conceito de brasilidade. 

Sua peça mais conhecida é a Poltrona Mole, criada em 1957, executada em madeira jacarandá e estofamento em couro, possui traços atemporais e é desejada por 10 entre 10 admiradores e amantes do design.

A peça foi premiada em 1961 no Concurso Internacional do Móvel,  em Cantù, na Itália e este prêmio fez com que os olhos do mundo se voltassem para o Brasil.

Seu tr
aço é tão marcante que a poltrona, além de ícone do design brasileiro, integra o acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York.  
 
Em vida, Sergio Rodrigues era conhecido como o poeta da madeira. Em 2007, ano em que completou 80 anos,  Rodrigues foi homenageado pela da marca de mobiliário Saccaro com uma coleção composta por 14 peças, assinadas por designers convidados e produzidas pela marca.

O mobiliário foi batizado com nomes que fazem alusão à sua vida ou a sua carreira, como o cabideiro Bigode (à esquerda) , criado por Pedro Useche, e a namoradeira Arraia. À época, Rodrigues compareceu aos eventos de apresentação da coleção Desenhos para o Designer e manifestou sua alegria pelas peças terem sido criadas aliando os conceitos de brasilidade e funcionalidade. 

Sergio Rodrigues acreditava que o móvel não era só uma figura, não era só o material de que a peça era composta. Ele acreditava que o móvel tinha essência, tinha espírito. Para ele era o espírito brasileiro. Era o móvel brasileiro.

Para saber um pouquinho mais de Sergio Rodrigues por Sergio Rodrigues, assista a um episódio do programa Casa Bonita, do Canal GNT: 
 

 


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