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Pablo Kossa
Pablo Kossa

Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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O que você faria se você fosse a Dilma?

E se você acordasse no corpo da presidente? | 03.03.15 - 14:12

 

Goiânia - Vamos brincar um pouco como se a ficção se transformasse em realidade. Quando certa manhã você acordou de sonhos intranquilos, se percebeu metamorfoseado kafkaniamente em Dilma Rousseff. Você não faz a mínima ideia de como isso aconteceu e nem o que precisa fazer para voltar ao normal. O fato é que agora sua consciência está naquele corpo e você precisa dar expediente no Palácio do Planalto. E com um milhão de problemas nas suas costas.
 
A pergunta que faço é simples: o que você faria se fosse Dilma hoje?
 
Você tem inacreditáveis 39 ministérios para garantir sua governabilidade no Congresso Nacional e a distribuição de cargos não está sendo o suficiente para que a paz volte a reinar. O presidente do Senado se recusa a jantar com você. Não quer estar ao seu lado. Parece que você é uma leprosa de séculos passados, cuja companhia era evitadíssima. A Câmara Federal não garantiu a eleição de seu aliado, colocando na presidência um cara tão confiável quanto Judas. Você faria a reforma necessária enxugando a estrutura administrativa, compraria mais desafetos entre os parlamentares e correndo riscos de mais crises? Ou tentaria compor no diálogo como Dilma acenou ontem?
 
Você é cristã nova no seu partido que não tem mais pudor de verbalizar insatisfações. Seus companheiros não lhe veem como de raiz, como truezona. Seu padrinho por aquelas bandas resolveu botar o bloco na rua e conclamou os movimentos parceiros para o enfrentamento. Só que existe uma contradição: sua equipe econômica afirma que a luz no fim do túnel é a restrição de direitos que são caros tanto para seu partido quanto para esses movimentos parceiros. Você seguiria a sugestão técnica e compraria o desgaste político? Ou tentaria o suporte de quem ainda lhe garante apoio e faria ouvidos moucos às recomendações da equipe econômica?
 
O escândalo da Petrobras bate na sua porta e o mar de lama começa a entrar pelas frestas. O dia 15 de março tem possibilidade reeditar o já histórico junho de 2013. O impeachment não é mais tese somente na boca de lunáticos. Com esse Congresso cheio de víboras, é melhor que isso não chegue à votação. Mas se a pressão das ruas for pesada, talvez isso seja inevitável. Você renunciaria assumindo a culpa de tudo? Ou toparia a incerteza de ir para o voto podendo ser retirada do cargo pelos deputados federais?
 
Veja só você a que ponto chegamos: no cenário de hoje é menos aterrorizante acordar como uma abjeta barata do que como presidente da República. A vida é dura, Dilma, a vida é dura...

Comentários

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  • 03.03.2015 18:17 roberto.cabrini@hotmail.com

    Pablo Kossa. Eu não sei o que eu seria capaz , mas acredito que você faria assim......... 1- Desfilar na Sapucaí Um dia ainda vou sair fantasiado em alguma escola de samba carioca. Se for alguma clássica, como Mangueira, Salgueiro ou Portela, melhor. Se não rolar, pode ser naquelas Unidos do Sei-lá-onde mesmo. Quero sair perto da bateria, para ouvir aquela pressão no ouvido. E, é claro, ir sacando a beldade da vez que for escolhida como rainha 2- Ir ao festival Psicodálica Durante um carnaval ainda quero ir ao evento que acontece em Santa Catarina. A programação dos caras é de primeiríssima linha e tenho certeza que será uma experiência fantástica; 3- Ver o encontro dos trios na Praça Castro Alves Tenho quase certeza que me arrependerei quando ali estiver, mas é importante estar nessa folia pelo menos uma vez na vida; 4- Subir e descer as ladeiras de Ouro Preto A lenda do carnaval dessa histórica cidade mineira é gigante e acho que deve ter razão de existir. A diversão ali promete ser de alto nível; 5- Sair vestido de mulher em algum bloco de rua Sempre achei divertidíssimo ver aqueles tiozões barrigudos, bigodudos e com o peito cabeludo vestidos de mulher e com uma latinha de cerveja na mão. Agora que já sou tiozão, barrigudo, bigodudo, com cabelo no peito e ostento latinhas de cerveja nas mãos, já cumpro os pré-requisitos para essa meta de vida; 6- Efetivar o Bloco da Bandeira em Goiânia Há alguns anos, junto de bons amigos, organizamos a primeira e única vez que o Bloco da Bandeira ganhou a rua na Praça do Avião. Juntamos pouco mais de 20 pessoas na primeira edição. Tenho certeza que se levarmos a ideia adiante, consolidamos o bloco na cidade. Falta só a ânimo e disposição para esse bando de vagabundos que orgulhosamente somos; 7- Viajar para alguma cidade gringa que também comemore o carnaval Comparar como é o carnaval em outras realidades perante a brasileira deve ser uma experiência interessante que ainda quero vivenciar. E o salário oh !!!!!!!! Que viva o povo brasileiro que gosta de usado e inutilizado de forma demente como está sendo feito. Uma vez diz Charles De Gaulle: o Brasil não é um país sério !!

  • 03.03.2015 14:59 Cristiano Pires

    Na vida, tudo o que se faz se colhe. A Dilma está apenas colhendo seu egoísmo no poder. Ela é e sempre foi centralizadora. Em tudo. Porém em política tudo é negociação. E isso deve ser feito de forma coletiva, e não centralizada do jeito que ela gosta. Agora ela está tentando governar coletivamente, fazendo coalizão com outros partidos, porém o que ela plantou no primeiro mandato está impactando na sua tentativa de negociação agora. Infelizmente o Brasil escolheu mal seu representante máximo.

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