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Pablo Kossa
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Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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Sucesso dos protestos de domingo é inconteste

Cegueira ideológica impede reconhecer triunfo | 17.03.15 - 12:29


Goiânia - Um sucesso de crítica e público. Assim podemos definir as manifestações país afora do último domingo (15/3). Só alguém muito comprometido com a causa do PT ou fiel ao governo gederal não reconhecerá isso.

Algo diferente apontou no cenário político brasileiro. Uma direita organizada e se posicionando de forma clara, com bandeira, com discurso. Essa mobilização fez com que os partidos que poderiam ser porta-voz dessa massa oposicionista ficassem a reboque. Eles correm para ir atrás da massa. O risco de perder o bonde da história é real.

A posição do governo ainda não está clara. Tentam reconhecer a legitimidade do movimento, mas uma parcela os acusa de golpistas. Dilma e seus auxiliares estão grogues. Depois da porrada vir bem mais forte que planejavam, caíram na lona, se levantaram no meio da contagem e ouviram o salvador som do gongo. Estão sentados no córner, com o queixo doendo pela intensidade da pancada e tentando armar alguma estratégia para voltar ao combate.

Depois da mobilização, o governo ficou sem discurso. A estratégia de acusar os manifestantes de domingo de adeptos do golpe virou água. Pesquisa Datafolha divulgada hoje diz que os defensores da ditadura militar no protesto da Avenida Paulista, o maior do Brasil, era ínfimo. Dos presentes, 85% afirmaram que a democracia sempre é o melhor regime. Somente 10% disseram que, em determinadas situações, a ditadura é uma opção mais apropriada. É bem provável que se ampliarmos o universo da pesquisa para toda população do Brasil, esse percentual de viúvas dos milicos será maior.

Acredito que algum instituto de pesquisa solte essa semana o número de brasileiros que defendem o impeachment da presidente. Se o número dos que aprovam tal medida ultrapassar 50%, Dilma terá um exercício homérico para se manter no cargo. Se não for tão expressivo, terá que suar sangue para reverter a situação. Não há cenário tranquilo no seu horizonte.

A economia não dá sinais de recuperação para antes de 2017. Nossa travessia pelo deserto da crise será longa, dolorosa, sofrida. Pode preparar o lombo, meu caro, pois a maré não está para peixe. E vamos distribuir bordoadas por conta de nossa insatisfação, pelas restrições que estamos enfrentando. A maior parte delas, é evidente, será direcionada a quem está no poder central.

As ruas deram o recado: Dilma, mexa-se! Se não se mexer, é bem provável que mexam com ela.  


Comentários

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  • 19.03.2015 14:08 DINAIR LEANDRO FERREIRA

    Pablo, onde você viu bandeira e/ou discurso da direita? Eu, da minha parte só vi e ouvi baixarias.Proposta Zero.

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