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Sarah Mohn
Sarah Mohn

É jornalista graduada pela UFG e especialista em Comunicação Empresarial e Publicidade Estratégica. Nesta coluna, escreve artigos de opinião / sarahmohn@gmail.com

Meias Verdades

Bom Snap pra você!

Texto escrito com a jornalista Thaís Franco | 09.07.15 - 11:22


Sarah Mohn
 
Goiânia - "Snapchat está bombando", "Snapchat é a rede social do momento", "Como assim você não tem Snapchat?", "Snapchat é top!", Snapchat, Snapchat, Snapchat. Ou simplesmente Snap - para os mais íntimos.
 
Depois de muito ler e ouvir sobre a nova tendência do universo digital, chegamos ao óbvio: mais do que estudar para fins profissionais, precisaríamos nos render à ferramenta. Baixamos o aplicativo e então...
 
-- Sarah, estou me sentindo uma velha. Me ajude a entender esse app.
 
-- Thaís, também estou me sentindo como um idoso à frente de um iPad pela primeira vez na vida. Também preciso de ajuda (risos).
 
Diante do primeiro contato com o Snapchat, não foi fácil ter nossa idade. Esse aplicativo, que foi recebido de braços abertos por adolescentes e jovens adultos, de 20 e poucos anos, nos lembrou que a geração Y não está mais com a bola toda. Agora são vocês, nativos digitais da geração Z, que têm a carta na manga. A facilidade natural, a destreza e a familiaridade digital da nova era virtual. Como se a tecnologia fosse uma extensão de vocês.
 
Corremos para os tutoriais e tratamos de procurar ajuda dos lindos e atuantes amigos que encontramos naquela rede. Mão na roda, aí ficou fácil. A barreira inicial deu lugar ao encantamento. Compreendemos a proposta da ferramenta e adivinhem? Estamos in love.
 
Snapchat é tudo de bom e o fantasminha de cor amarela provoca mesmo vício. Foi criado com base nas premissas originais de instantaneidade e a elas é totalmente fiel. Ao contrário do Instagram, que surgiu para atender essa mesma tendência de instantaneidade por meio do registro de imagens, mas seguiu caminhos que o tirou desse foco, o Snapchat ainda preserva seu verdadeiro conceito.
 
Trata-se de um aplicativo para compartilhamento de fotos ou vídeos, das formas mais divertidas possíveis, que se autodestroem com tempo. Já reúne mais de 100 milhões de usuários. Além dos adolescentes, o aplicativo ganhou muitos famosos - por ser uma rede social menos vigiada - e até veículos de comunicação e empresas jornalísticas de todo o mundo, que passaram a usá-lo para divulgar reportagem, vídeos e fotos. A verdade é que o Snap veio com um novo formato, uma nova linguagem, para que as pessoas se comuniquem com os amigos pelo celular.
 
Sem dúvidas, a efemeridade do Snap é o grande atrativo, a cereja do bolo. É libertador poder postar uma foto e/ou um vídeo e saber que em 24 horas eles não mais existirão na internet. Registros espontâneos de festas, encontros com amigos, experiências em viagens, situações divertidas no trabalho, tudo que merece a brevidade de compartilhamento atinge plenamente esse objetivo e evita o comprometedor arquivamento digital característico das outras grandes redes sociais. Em suma, tudo some no dia seguinte. Lindo. Isso se ninguém der um print (screenshot) da sua foto, mas aí você recebe uma notificação e fica sabendo quem fez a cópia da sua imagem e qual imagem foi essa.
 
Isso também justifica o fato de o app ter ganhado a fama de viciante. Usuários sabem que se não acessarem com frequência vão perder aquele momento super hiper mega legal compartilhado pelo amigo. E para os stalkers, lamentamos:  além de remover, após as 24 horas, o snap compartilhado do dispositivo, o arquivo também é automaticamente deletado do servidor do Snapchat. E se você printar a tela? Bom, seu amigo ficará sabendo. Outra grande sacada do snap.
 
Reconfortante saber que um vídeo amador feito aleatoriamente num dia qualquer cumpriu sua função momentânea de interatividade, e não ficará disponível para visualização na semana, no mês, no ano seguinte. Não poderá ser assistido completamente fora de hora e contexto. E, cá entre nós, pouca coisa é mais constrangedora do que observar novos amigos, novos colegas de trabalho, novos contatos curtindo publicações antigas em nosso Instagram ou Facebook. Não é mesmo? Meio bizarro até.
 
E ah!, uma novidade: sabe aquele lance de ter que ficar com o dedo pressionado na tela do celular para reproduzir o conteúdo que você quer assistir? Isso também é coisa do passado. A nova versão do aplicativo permite que com um simples toque, o conteúdo será reproduzido. Com outro toque é possível ver a próxima foto ou vídeo, sem ter que esperar os segundos marcados pela pessoa que postou a imagem. 
 
O que era bom parece que ficou ainda melhor. Mas melhores mesmos são os momentos - geralmente criativos - que rolam por lá. E mais legal ainda: está seguramente fadado a pó no limbo digital. 
 
Já compartilhou os seus? Aproveita, que é free e nem limite tem. Bom snap pra você!

Comentários

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  • 14.07.2015 13:43 Sarah Mohn

    Hahahaha chato pra caralho! Pablo Kossa <3

  • 10.07.2015 09:34 Pablo Kossa

    Não estou me aguentando de vontade de baixar o Sanp!

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É jornalista graduada pela UFG e especialista em Comunicação Empresarial e Publicidade Estratégica. Nesta coluna, escreve artigos de opinião / sarahmohn@gmail.com

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