O Blog  15.07.2011 10h03
A esquisitice me atrai (mas tudo tem limite...)

Acho que tudo tem a idade certa

Costumo dizer que o grau de sedução que uma pessoa exerce sobre mim varia conforme o corte de cabelo: quanto mais estranho for o penteado, maior a chance de que a tal me encante. Relaciono isso ao superego. Se a pessoa conseguiu quebrar essa imposição social sobre como usar o próprio cabelo, naturalmente já rompeu a barreira de diversos outros fatores do superego o que, é claro, a deixa mais interessante. Digo sempre que minha situação é tão drástica que nem tenho mais supergo, mas sim um superID. Ou seja, meu estado animal vai além do que as mentes convencionais possam sequer imaginar. Tenha medo, meu amigo, tenha medo...

Só que tudo nessa vida tem limite. Por exemplo, acho que vai muito além do razoável ir para o shopping de madrugada vestido de bruxinho para ver o Harry Potter. E todo lançamento de outro filme dessa série é a mesma coisa - graças ao bom Deus esse agora é o último desse estorvo. Aquele tanto de nego velho, vestido da forma mais esdrúxula possível (olha só quem está falando...) para ver um filme de temática infantil. Se fosse criança, seria bonitinho. Como o cara é adulto, é meio retardado. É muita vergonha alheia. E, olha, não é que eu seja conservador, mas sou de um tempo em que os únicos filmes que motivavam a gente a ficar acordado de madrugada eram os da Sexta Sexy na Bandeirantes...

Outro tipo de gente esquisita que, no meu conceito, ultrapassa o limite é o fã. Sou fã de muita gente. Mas fã mesmo. Talvez até desses que não fazem muito uso do tal do bom senso. Tenho alguns dos meus ídolos tatuados para nunca me esquecer deles. Mas isso para mim, é óbvio, ainda vai. O problema é aquele tipo que fica histérico, obssessivo e compulsivo com a pessoa que admira. Acho que o limite de tietagem quando se encontra alguém cujo trabalho você admira é pedir um autógrafo, falar que curte o que ele faz e cair fora. Tirar foto é só se você sentir muita firmeza de que não vai incomodar, mas já não é sempre que rola. Agora, chorar, espernear, entrar em hotel, colecionar latinha de cerveja que a pessoa bebeu, cá entre nós, é um pouco demais, não?

Acho que tudo tem a idade certa. Já andei fantasiado na rua quando era criança, já fui fã adolescente de ser o primeiro a chegar no Jaó para ver minha banda do coração colado na grade. Mas, como eu disse, tudo na idade certa. Se bem que acho que não corroboro muito essa tese não. Acho que fiquei senil antes da hora. Pois vai ser ranzinza assim lá longe, viu...

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Comentários

  • 23.07.2011 20:22 Por Flávia Cristina

    Pablo, vc foi super incoerente, como outros já disseram. Acho que a liberdade dos outros deve ser respeitada, quer fazer esquisitices, tem que ser c tudo e todos, se vc colocar limites, deixa de ser esquisitices, deixa de ser livre...cada um realmente tem que ter seus limites e vc descobriu os seus, alguns chamariam isso de hipocrisia, eu de até ande cada um da conta de ir. Vc começou tão animal, ai ficou tão racional...rs, é difícil, não é, ser tão completamente louco?!livre?! vc ficou no final como a Giovanna disse:" rabugento"

  • 18.07.2011 16:31 Por Marco Antonio

    O título deste artigo me lembra algo do tipo: "Eu apóio a causa gay, mas beijo na boca entre 2 homens já é demais, né!"... Chego a achar que, de repente, o Harry tá criticando a si mesmo. Feud explica! A capa é moderna, mas o conteúdo apenas reafirma os já batidos preconceitos da classe média. Vale a pena uma análise... Ou um analista.

  • 18.07.2011 14:47 Por José Emanuel

    Pablo, ser "senil" trabalhando na interativa, é a mesma coisa que ir pro cinema vestido de Harry Potter, em...

  • 18.07.2011 13:44 Por Renato Naves

    kkkkkkkkkkkkkkkkk... Muito bom!

  • 18.07.2011 12:03 Por Lia

    As abobrinhas da provincia e o topete dos rebeldinhos(?) burgueses sem causa ja nao causam. Eh hora de mudar de canal.

  • 17.07.2011 19:07 Por Renata Checha

    Então o sujeito pode ter cabelo amarelo com um corte estranho mas não pode ir fantasiado ver uma estreia de seu filme favorito? Eu sempre digo: tenha preferências, não preconceitos e tento não sentir vergonha alheia pelas pessoas. Com relação ao Harry Potter, como sou fã estaria sendo injusta se defendesse, mas vamos pegar Crepúsculo que eu n curto, por exemplo. Se neguim quer ir ver o filme banhado a purpurina, bom pra ele que está satisfazendo uma paixão... Enfim, preguiça de explicar, hehe. Na verdade eu só queria sugerir ao pessoal do site que crie feeds por colunistas ou seção, acho chato ter que assinar o feed completo só por causa de dois ou três colunistas que eu acho que vale a pena ler. ;)

  • 16.07.2011 17:35 Por Diego de Moraes

    Maaassa Pablo! Sobre a parte da tietagem.... gostei de ver um beatlemaníaco 'condenando' a beatlemania - rs. Abraços!

  • 15.07.2011 17:41 Por ALESSANDRA SILVEIRA

    Gostei do seu comentário! Realmente, a esquisitice por parte de uns exagerados tem haver com liberdade total, só que uns exageram! E de atraente não passa a ter nada. Quanto a ser fã...nunca me vi fazendo essas proezas que fazem. Só me lembro dos MENUDOS que quis muito ir, mas não tinha grana e meu pai...já sabe né! Menina nova, sem amigos (galera) as primas e amiginhas. rs rs rs. Enfim...qdo vejo o extremo de um fã, fico pensando: " É MUITA CARÊNCIA". Um abraço. Kossa.

  • 15.07.2011 15:59 Por WENDER DE ASSIS

    Pablo, achei uma absoluta contradicao no seu artigo...vejamos... o cara que corta o cabelo de maneira muito estranha e o cara que vai fantasiado de bruxinho ver o harry potter, praticamente sao a mesma pessoa...tem que ser meio louco! nao? mas no mais, voce ta corretissimo, esse negocio fã , com correria, gritaria, algazarra, isso é muito bobo e infantil...valeu garoto...adoro seus artigos...

  • 15.07.2011 13:50 Por Giovanna Batista

    Menino, você está falando igual o rabugento do meu marido, kkkkkkkkkkkkk.... Ótima escrita, como sempre!


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