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Bananada 2018

Fabrício Nobre: Público é ávido pelo novo, mas quer saber de boas histórias

Festival será de 7 a 13 de maio | 04.05.18 - 12:45 Fabrício Nobre: Público é ávido pelo novo, mas quer saber de boas histórias (Foto: divulgação)
A Redação

Goiânia
- O produtor cultural e músico Fabrício Nobre, coordenador do Bananada, relembrou histórias do evento, falou sobre as mudanças do festival ao longo de 20 anos e comentou sobre como é complicado para ele conseguir acompanhar alguns shows.   

Neste ano, o Bananada será realizado de 7 a 13 de maio, no pátio externo do Passeio das Águas Shopping, em Goiânia.  Confira a seguir a entrevista na íntegra com Fabrício Nobre: 

Nos 20 anos de Bananada, você se lembra de uma história inesperada ou divertida que aconteceu durante o festival?
Algumas estórias são geniais, mas as melhores são dos artistas que dão muito trabalho. Quem deu mais trabalho até hoje foi Evan Dando "Trabalho" dos Lemonheads, que a despeito de ter feito um show genial chegou causando, dizendo ter dores absurdas nas pernas e estômago. O que ele queria mesmo era um visita ao médico ou farmacêutico que receitasse codeína ou morfina, ou sei lá... Só sei que ele chegou um dia antes [em Goiânia] e ficou chorando por isso dois dias inteiros, brigou com nosso time de receptivo todo, hotel, etc. Foi uma canseira brutal, que acabou sendo resolvida por um médico que entendeu a dependência maluca do cara.   

Quais foram os palcos e espaços culturais por onde o Bananada já passou?
Território Brasileiro, Garagem Café, Centro Cultural Martim Cererê, Jóquei Clube de Goiás, depois voltou ao Martim Cererê, Palácio da Música do Centro Cultural Oscar Niemeyer, depois voltou uma terceira vez ao Martim Cererê, Centro Cultural da UFG, esplanada do Centro Cultural Oscar Niemeyer onde ficamos até 2017, e agora Passeio das Águas Shopping. Fora as casas que recebem os showcases durante a semana do festival.   

No corre-corre da produção do evento, dá para acompanhar algum show especialíssimo que você queira muito ver?
Sempre paro e desligo o celular pra ver 2 ou 3 shows. Ano passado foi RAKTA, Os Mutantes e BaianaSystem, mas consegui ver vários outros como Wry, Boogarins. Vi também muitos showcases no meio de semana, adorei o Perrosky + Magaly Fields, Ventre + EATNPTD. Com Manga e Daianne na sociedade e o Coletivo Centopéia na equipe facilitou minha vida, dá para ver mais coisas e fazer o social. Esse ano não perco por nada Meridian Brothers, os dois shows do Lee Ranaldo no Teatro. Quero ver Gil do lado do palco, Negro Leo, Adelaida... Tem muitas coisas que tô curtindo e quero ver o show e a reação do público.   

O Bananada abre frequências com grupos internacionais. Como você cria essa ponte com bandas de outros Países?
Começou viajando com MQN para o SXSW, no Texas, em 2003 (voltei lá 6 vezes depois disso) e para shows na região de Seattle e Bellingham com a turma da Estrus Records, e ainda contato com as bandas Mudhoney e Man Or Astroman? Depois meio que virei rato de conferências e festivais musicais internacionais, sempre falando da nada usual cena alternativa de Goiânia e ainda acompanhando bandas brasileiras para tocar e trazendo bandas para intercambiar. Fui ao BAFIM (Buenos Aires - Argentina), Ressonância (Bogotá - Colômbia ), Pukkelpop (Hasselt - Bélgica), Pop Montreal (Montreal - Canadá), Transmusicales (Réne - França), Great Escape (Brighton - Inglaterra), além disso temos parceria firme com o Primavera Sound (Barcelona  - Espanha), com o club Music Box (Lisboa - Portugal), e ainda uma conexão de quase uma década com UnConvention / In Place Of War (baseado em Manchester, mas que faz conexões com mundo todo, especialmente África, América Latina e mundo árabe). A partir disso as conexões são diversas: vão do selo Algo no Chile, à Sub Pop em Seattle, à instituição Sounds Austrália, ao Bureau Export da França e por aí vai. São muitas possibilidades mundo afora.   

De 20 anos para cá, o que mais mudou quando o assunto é festival de música?
Aconteceu uma transformação em toda a maneira de ouvir e consumir música e mudou a geração completamente. Não existem mais fitas ou discos, poucos selos ainda continuam em pé. Então a música chega às pessoas por filtros mais amplos. Os festivais se espalharam pelo mundo e por todos os cantos do país. Essa dispersão trouxe diversidade na programação musical, além de oferecer outras experiências de arte e entretenimento que se relacionam cada vez mais com o local onde estão inseridos. O público segue ávido pelo novo, mas também quer saber de boas histórias de alguns anos atrás e quer curtir. Não só um som, mas aquelas 10 horas ou até uma semana inteira que o festival proporciona para ele naquele momento e local. 

Serviço:
Bananada 2018
De 7 a 13 de maio de 2018 
Local: Pátio externo do Passeio das Águas Shopping, Av. Perimetral Norte, 8303 - Goiânia.
Ingressos on-line aqui.

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