Da Praça da Bíblia ao Guanabara  31.03.2012 15h05
Ciclistas protestam por ciclovia que não saiu do papel

Grupo Pedal Goiano organizou movimento

Ciclistas protestam por ciclovia que  não saiu do papel (Foto: Fábio Lima)


Marina Morena

Não é de hoje que ciclistas goianienses brigam por ciclovias na capital goiana. O grupo Pedal Goiano é um dos engajados na briga por uma alternativa de transporte em Goiânia, promovendo passeios ciclísticos e atividades culturais e esportivas pela cidade, além de ações de mobilizações em prol do ciclismo nas redes sociais.
 
Na tarde deste sábado (31/3), mais uma vez, o grupo se manifestou para cobrar da prefeitura a promessa da construção da ciclovia que, segundo o projeto, liga o setor Jardim Guanabara à Praça da Bíblia, no setor Leste Universitário. Mais de 50 ciclistas se reuniram na Praça Universitária e percorreram o caminho onde a ciclovia prometida deveria existir.

Segundo o advogado e um dos organizadores do grupo, Eduardo Costa, o Pedal Goiano quer mostrar para as pessoas que existe uma alternativa barata e ecológica para o transporte. "Mas essa alternativa só é possível com o apoio do poder público. Nós sabemos que Goiânia pode ser uma cidade modelo para o ciclismo e é isso que estamos reivindicando", declarou o advogado.

Promessas não cumpridas
No dia 15 de julho do ano passado, o presidente da Agência Municipal de Obras (Amob), Iram Saraiva Júnior, anunciou em seu perfil no twitter que as obras deveriam ser iniciadas em  46 dias mas, até hoje, nada foi feito. 
 
Depois que as obras do Eixo Universitário, na Rua 10, foram inauguradas, no dia 8 de novembro do ano passado, a ciclovia que integra o restante do projeto acabou sendo esquecida. As obras do Eixo, que ligam a Praça Cívica à Praça da Bíblia, em um corredor com faixa preferencial para ônibus (próximo às calçadas), uma para veículos pequenos, além de área de convivência e uma ciclovia, ainda estão inacabadas.

O jornal A Redação entrou em contato com a assessoria da Agência Municipal de Obras (Amob) neste sábado, que disse estar esperando pelo projeto para que as obras sejam executadas. Segundo a assessoria, a responsabilidade pelo projeto é da Prefeitura e da Agência Municipal de Trânsito (AMT). A reportagem tentou contato com o presidente da AMT, Senival da Silva Ramos, mas não obteve resposta.


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