Programa Esperança Polo Industrial  12.09.2012 15h22
Governo cria programa que amplia vagas de trabalho para detentos

Objetivo é aproveitar a mão de obra carcerária

Governo cria programa que amplia vagas de trabalho para detentos (Foto: Wagnas Cabral)


Adriana Marinelli

Goiânia -
Foi lançado ofiacialmente, na manhã desta quarta-feira (12/9), pelo governador Marconi Perillo o Programa Esperança Polo Industrial (Pepi). O lançamento do programa, que prevê a construção de 20 módulos de mil metros quadrados, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, para ocupação da mão de obra carcerária, aconteceu na Associação do Comércio e Industria do Estado de Goiás (Acieg), em Goiânia.

"Objetivo do programa é aproveitar a mão de obra de detentos do Estado. Todos que quiserem trabalhar terão oportunidades", afirmou o presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep), Edemundo Dias, durante discurso. "Para trabalhar, os detentos serão qualificados. Já temos parcerias com escolas de qualificação profissional", completa.

Durante discurso, Marconi governador  agradeceu as empresas que se sensibilizaram com a ideia de garantir condições para a ressocialização da população carcerária. “Queremos transformar Goiás num modelo de execução penal para o País”, disse. "Acredito que a ressocialização é a melhor forma de recuperar o detento", acrescentou.

Representando o ministro da justiça, o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini classificou o projeto criado pelo Governo de Goiás como “exemplo magnífico”. “Goiás pode servir de modelo para o Brasil”, discursou.

Presente à solenidade, o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, destinou R$ 300 mil para construção de mais um módulo, que deverá ser utilizado para empregar detentas.

Programa Esperança Polo Industrial (Pepi)
O programa abre vagas para quatro mil detentos goianos e, até o momento, 17 empresas já se habilitaram a participar do projeto.

O Pepi será desenvolvido com recursos da União (R$ 1.252.484), mais contrapartida do Estado e financiamento pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), totalizando R$ 9 milhões.

Cartilha
Durante a solenidade, foi lançada a cartilha Mão de Obra Carcerária, produzida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) para incentivar e orientar a celebração de parcerias com órgãos públicos e empresas privadas, visando oportunidades de trabalho remunerado a pessoas presas. "A cartilha explica de forma clara o que é mão de obra carcerária. Trabalhar é criar cidadania”, disse o promotor José Carlos Miranda, responsável pela apresentação do material.

Além das vantagens para a empresa e os presos, a cartilha aborda o trabalho como cidadania; além da atuação do (MP-GO) em benefício da população carcerária estadual.

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