Política  02.09.2011 21h06
PT barra militantes para garantir segurança de Dilma e Lula

Congresso do partido é realizado em Brasília

PT barra militantes para garantir segurança de Dilma e Lula Foto divulgada no Twitter do prefeito de Goiânia Paulo Garcia: Dilma, Lula e Dirceu


O discurso do presidente nacional do PT, Rui Falcão, nesta sexta-feira (02/9) durante o 4º Congresso Nacional do partido, foi interrompido pelos gritos de "abre, abre, abre", de centenas de militantes que ficaram presos do lado de fora do auditório onde se realiza o evento. Para garantir a segurança da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a polícia da Presidência da República só permitiu a entrada de 1.500 pessoas, público máximo que o lugar comporta sentados.

Havia amplo espaço, entretanto, para pessoas que ficassem de pé. Diante da pressão dos militantes - que bateram com força e empurraram as portas -, a entrada deles foi permitida. Para serenar os ânimos, Rui Falcão brincou: "esse é um partido bom, muitos querendo sair dos outros (partidos), e aqui, brigam pra entrar".

O prefeito de Goiânia Paulo Garcia (PT) participa do evento. Ele postou em sua página no Twitter uma foto onde aparecem, de costas, Dilma, Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Dirceu
Durante a abertura do congresso, quando o apresentador do evento chamava os ex-presidentes nacionais e os ministros do partido, o ex-ministro José Dirceu foi aclamado de pé pelos militantes. Dirceu foi recebido aos gritos de "Dirceu, guerreiro do povo brasileiro".

Reportagem da revista Veja revelou, no último final de semana, que José Dirceu - apontado pelo procurador-geral da República como "chefe da quadrilha" do mensalão - mantém uma espécie de gabinete paralelo num hotel de luxo em Brasília, em que recebe ministros, senadores, deputados e até lideranças da oposição.

Compõem a mesa ao lado de Dirceu os ex-presidentes do PT José Genoino, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente do PT, Ruy Falcão. (Agência Estado)

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