Educação Estadual  05.09.2011 19h02
Governo lança programa Pacto pela Educação

Notas baixas do Ideb são maior preocupação

Governo lança programa Pacto pela Educação Marconi cumprimenta Thiago Peixoto em frente ao deputado Jardel Sebba (foto: Rodrigo Cabral)


José Cácio Júnior

Reivindicação dos profissionais da Educação desde quando foi implantado em todo o Brasil, em julho de 2008, o piso nacional de R$ 1.187 é novamente promessa para ser pago até o final do ano, aos professores da rede estadual de ensino.

O governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou na manhã desta segunda-feira, durante lançamento do programa Pacto Pela Educação, no Centro de Educação Profissional em Artes Basileu França, que o governo estuda a "viabilização do piso até o final ano". Marconi lembrou a situação financeira com que alega ter recebido da gestão passada, como parte da folha de pagamento de dezembro atrasada e restos a pagar, e que o pagamento do piso nacional custaria R$ 500 milhões por ano aos cofres estaduais.

Durante apresentação do programa, o secretário de Educação Thiago Peixoto causou contrariedade ao dizer que apenas 1.600 dos 29 mil professores da rede estadual de ensino não recebiam o piso nacional. Marconi explicou que a principal dificuldade em colocar em prática o pagamento do piso é em relação aos encargos sociais, pois será preciso reformular o Plano de Carreira da categoria. "Seria fácil se fossem apenas 1.600 professores que não recebem o piso", afirmou.

Marconi cobrou ajuda do governo federal para pagar o piso nacional dos professores, uma das suas propostas de campanha em 2010. O tucano citou o repasse mensal obrigatório ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo o governador, o governo repassará R$ 700 milhões ao fundo. "O Fundeb é bancado pelo Estado."

Entre as sugestões levadas à presidente, o tucano apresentou a proposta de parte dos royalties pagos pela exploração do pré-sal serem destinados à educação. Segundo o governador, Goiás receberia R$ 400 millhões em 2011 caso os estados brasileiros já tivessem chegado a um acordo sobre a divisão dos lucros do pré-sal.

Pacto Pela Educação
Lançado em conjunto por Marconi e Thiago Peixoto, o Pacto Pela Educação é financiado pelo Movimento Brasil Competitivo, entidade composta por empresas privadas que financiam projetos governamentais e particulares sobre modelos de gestão. O projeto apresenta as diretrizes e metas do governo para a reforma educacional. A reforma se baseia em cinco pilares e se subdivide em 25 metas a serem atingidas.

Um dos principais objetivos do governo é melhorar a pontuação das escolas goianas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). As ações do plano prevêem a valorização e fortalecimento dos profissionais de educação; adotar práticas de ensino com alto impacto de aprendizagem; reduzir a desigualdade educacional; estruturar o sistema de reconhecimento e remuneração por mérito; e mudanças na gestão e infraestrutura das unidades educacionais.

Thiago Peixoto também afirmou que uma das propostas do governo é equiparar o salário dos professores à de outras profissões melhor remuneradas. Thiago foi criticado pelos profissionais da educação quando apresentou tabela em que o salário médio de um professor em Goiás é de R$ 2,4 mil. Muitos dos presentes contestaram e alguns chegaram a falar quanto recebem para lecionar.

A Secretaria de Educação pretende criar uma Rede de Colaboração por meio de interação com a rede educacional nos 246 municípios goianos. A Caravana dos 100 dias visitará as 38 Subsecretarias de Educação pelo Estado. A primeira parada é em Catalão na segunda-feira (12/9).

Thiago Peixoto disse contar com a mobilização da sociedade para a implementação das novas propostas e afirmou que a base de toda avaliação da meritocracia será o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de Goiás. "Também vamos oferecer uma poupança de mil reais para quatro mil alunos que apresentarem melhor desempenho do Ensino Fundamental ao 3º do Ensino Médio".

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Comentários

  • 07.03.2013 09:36 Por valcineide mendes sales

    saber da educacao é o primeiro passo para o desenvolvimento educacioanal

  • 14.03.2012 06:56 Por alessadra

    Essa será que é a reforma que a educação precisa? Que vantagens o professorado de Goiás vai ter em estudar? Sabe o que esse governador impididinho quer é deixar nossas crianças mais burras para poderem votar nele e em todos os outros políticos bandidos.

  • 21.01.2012 02:56 Por irao

    Povinho ordinario e pensar que sempre apoiei eles, acabaram com a educação em Goiás: hoje os Laboratórios de Informática estão fechados, as Bibliotecas funcionam precariamente, acabaram com os Projetos Extra-Classe, muitos alunos que precisam e professora de apoio perderam, a Escola Aberta acabou. A escola só tem Quadro-negro e giz... E ainda se esquecem que foram os profissionais em educação que ajudaram a eleger eles e agora não conheço um que apóia eles, claro somente os 900 e poucos professores-PI. Presente de Natal de Marconi Perillo e Thiago Peixoto para os professores da rede estadual de ensino: Acabou com a gratificação por titularidade, professor que fez ensino médio (PI) vai ter salário quase igual aos professores que fizeram curso superior (PIII) e especializações (PIV) Votaram contra a aprovação do processo 78 e à favor dos educadores os deputados Mauro Rubem (PT), Humberto Aidar (PT), Luis Cesar Bueno (PT), Bruno Peixoto (PMDB), José Essado (PMDB), Daniel Vilela (PMDB), Major Araújo (PRB) e Misael Oliveira (PDT) Deputados que votaram em favor de destruir a carreira dos professores da rede estadual de ensino: Francisco Júnior (PSD), Carlos Antonio (PSC), Elias Júnior (PMN), Ademir Menezes (PSD), Daniel Messac (PSDB), Evandro Magal (PP), Frederico Nascimento (PSD), Jânio Darrot (PSDB), José de LIma (PDT), Nilo Resende (DEM), Túlio Isac (PSDB), Helder Valin (PSDB), Joaquim de Castro (PSD), José Vitti (DEM), Talles Barreto (PTB), Valcenôr Braz (PTB) DENÚNCIA: THIAGO PEIXOTO ACHATA AINDA MAIS A CARREIRA DO PROFESSOR Novo projeto, que reajusta o vencimento do professor PE-I para R$ 1.460, achata ainda mais a carreira de magistério na rede estadual. Veja a tabela.

  • 31.12.2011 12:16 Por Maria

    Sou a favor de que ele pague o piso desde que não cancele o ceteb, ou melhor não o incorpore, agraticação por titularidade é um direito adquirido por nós professores, conquistado com estudo e mérito (tanto apreciado pelo secretário e pelo governador). Piso + gratificação por titularidade de 30% é nosso direito! Se for cumprido, o governador será reconhecido por valorizar a categoria...

  • 15.12.2011 10:35 Por Fábia

    Marconi, o CORONEL LADRÃO DE GOIÁS, pacto dele só se for com o demo...

  • 06.12.2011 02:25 Por maria do socorro silva

    Estou confiante de que o governador irá sim nos pagar o piso neste mês já que é um direito de todos os trabalhadores da educação, recebê-lo.Uma educação de qualidade começa pela valorização do professor.

  • 07.10.2011 02:32 Por Charles Feitosa de Souza

    PACTO PELA EDUCAÇÃO?COM AS MAZELAS EM QUE ANDA A QUALIDADE DO ENSINO NESTE ESTADO...PREFIRO UM PACTO DA EDUCAÇÃO COM DIABO,PELO MENOS SEI QUE A MINHA ALMA DE PROFESSOR VAI USUFRUIR DE ALGUMAS MORDOMIAS.

  • 21.09.2011 19:46 Por Márcia Bezerra

    Salário de R$ 2,4 mil? Até encontra-se contracheque com esse valor referido no salário BRUTO de um professor no final de carreira,com vários quinquênios, especialização e carga-horária de 60 HORAS-AULAS...mas com os descontos......IPASGO DE 6 %, FUNDO DE PREVIDÊNCIA,IMPOSTO DE RENDA......esse valor cai bruscamente no líquido, e o coitado do professor que se mata pra dar 60 horas-aulas para garantir sua sobrevivência agora não pode nem faltar se acordar com uma diarréia, pois se ele ministra em um dia 6 aulas no matutino, 6 no vespertino e 5 no noturno um dia de atestado médico já acarretará na perda de 30% do tal bonus....depois disso o professor tem que fazer um pacto com Deus para não ficar mais doente,nem ele e nem ninguem da sua família.....é pra acabar mesmo! "Programar Reconhecer"?"pacto pela Educação"?RECONHECER A FALTA DE VERGONHA NA CARA DOS NOSSOS GOVERNANTES E DE TODOS OS CIDADÃOS QUE APOIAM ESSA POLÍTICA DO PÃO E CIRCO! PACTO DE DESVALORIZAÇÃO MORAL DOS PROFESSORES DO ESTADO DE GOIÁS.

  • 13.09.2011 23:02 Por maria

    Infelizmente, estamos voltando a um passado "remoto", talvez, mas uma realidade desesperadora: faça, cale-se, engula... DITADURA , um imperativo dolorido, angustiante, como se todos os professores estivessem num campo de concentração nazista só esperando chegar o momento final. O professor é sempre a bola da vez... da vez de ser criticado, da vez de ser punido, de ser humilhado por esses governantes que, quiçá , entedem de Educação... E a educação dentro da sala de aula, senhores governantes, como é que fica? Faz de conta?! Eu não acredito mais em contos de fadas.

  • 09.09.2011 00:28 Por Wilson

    Questão de raciocínio lógico: Se apenas 1.600 dos 29 mil professores da rede estadual de ensino do Goiás não recebem o piso nacional (segundo o atual secretário de Educação Thiago Peixoto), e os cofres estaduais precisam de R$ 500.000.000,00 por ano para cumprir esse direito dos professores (segundo o governador do estado de Goiás, Marconi Perillo - PSDB), então quanto seria destinado, por ano, a cada professor que não recebe o piso? R$ 500.000.000,00 / 1.600 = R$ 312.500,00 por ano para cada um dos 1.600 professores que ainda, lamentavelmente, não recebem o piso nacional. Opa, quando vai ter concurso para professor do Goiás?

  • 08.09.2011 23:50 Por Wilson

    "adotar práticas de ensino com alto impacto de aprendizagem" é brincadeira né? O secretario tira os apoios dos laboratórios de informática, línguas, projeção, e pasmem, até biblioteca, manda fechar tudo, restringe os recursos a, muito mal, quadro e giz, e vem falar em práticas de ensino com alto impacto de aprendizagem? Será que ele esqueceu o que fez no inicio do ano? Tem escola que tem tudo, projetor, som, 50 equipamentos completos e informática, impressora, Internet, livros... Mas, não tem como usar, por falta de dinamizador, uma vez que o professor não tem como instalar equipamentos, montar ambiente, fiscalizar o uso para evitar depreciação e desvios, desmontar tudo... UFA! Acabaram os 50 minutos e a aula sequer começou. Deixa “pra lá”, vamos continuar com as nossas práticas de ensino atual mesmo.

  • 06.09.2011 22:41 Por Maria Stela Morais

    Até o nome "pacto" me assusta, mas talvez seja porque é ideia do governo do estado de Goiás.

  • 06.09.2011 13:10 Por Glaucia

    Do meu contracheque é que não sai 2,4 mil. Quem dirá média do professor no Estado inteiro... Aliás, esse "Pacto pela Educação" já está deixando a todos aflitos. Depois de lançar um programa (Reconhecer) em que professor não pode usar atestado médido para justificar faltas e cortar ponto por causa das paralisações que serão repostas... não sei o que se pode esperar desse "pacto" (que só foi lançado para impedir greves). A educação goiana pública está, cada vez mais, aliada às instâncias privadas. Mas o problema não é aliar-se, mas, sim, adotar, para o público, procedimentos que só são viáveis e eficazes na esfera do privado.

  • 06.09.2011 00:53 Por Elaine Gonzaga

    "Thiago foi criticado pelos profissionais da educação quando apresentou tabela em que o salário médio de um professor em Goiás é de R$ 2,4 mil."... R$ 2,4 mil??? Quero saber de quais contracheques foram retirados os valores para a composição dessa média...


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