Ensino Superior  17.11.2011 22h28
Mais da metade das universidades goianas são reprovadas pelo MEC

Ao todo 57% tiveram conceito insuficiente


João Gabriel de Freitas

Divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (MEC) o Índice Geral de Cursos (IGC), uma das medidas para avaliar a qualidade do ensino superior no país, reprovou mais da metade das instituições goianas. Ao todo, no Estado, foram avaliadas 61 instituições públicas e privadas, sendo que 35 delas (57%) apresentaram notas 2 e 1, classificadas como insatisfatórias. O índice de reprovação foi bem superior da média nacional. No universo de 2.176 instituições avaliadas, 683 delas (31.38%) tiveram notas 1 e 2. Outras 17 instituições goianas não chegaram a ser avaliadas por não completarem o ciclo de três anos de exames. 

A avaliação focou apenas cursos de saúde e ciências agrárias, considerando-se o Conceito Prelimiar de Curso (CPC) que abrange um ciclo de avaliação de três anos, incluído aí o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), além de critérios que analisam o corpo docente e a estrutura das instituições. Ao todo, foram 14 cursos avaliados: biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional, agronomia e zootecnia; e em cinco tipos de cursos superiores de tecnologia - tecnologia em agroindústria, tecnologia em agronegócio, tecnologia em gestão ambiental, tecnologia em gestão hospitalar e tecnologia em radiologia.

Como sanções, todas as instituições que obtiveram média insatisfatória podem ter o número de vagas congeladas e, como medida mais drástica, sofrer com a extinção do reconhecimento do curso. De acordo com a assessoria de comunicação do MEC, as instituições receberão a visita de especialistas, com data ainda não prevista.

UFG e IFG com média 4

Das instituições goianas, apenas duas receberam média 4 no IGC: a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG). Também fornecedora de ensino  superior público, a Universidade Estadual de Goiás (UEG) manteve-se com conceito satisfatório do MEC, com média 3, assim como a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e outras 22 instituições. Também receberam média 3 a Faculdade Cambury, de Goiânia, e a Faculdade Alfa.  No entanto, a Cambury de Formosa obteve média 2.

Seis reprovadas na capital

Presentes na capital, seis centros de ensino superior foram reprovados, todos com média 2: Faculdade Sul-Americana (Fasam), Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Faculdade Padrão, Faculdade Lions (FacLions), Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo (Objetivo) e Faculdade Araguaia.  Apenas uma faculdade do conjunto goiano, a Faculdade de Piracicaba, obteve conceito mínimo, média 1.

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Comentários

  • 23.11.2011 10:58 Por mauricio

    o que podemos esperar de um pais que tem uma péssima distribuição de renda!!!!!!! e que impera a corrupição generalizada !!!!!

  • 23.11.2011 09:13 Por Manoel Aragão

    É lamentável que universidades particulares reprovem no ENADE ou em qualquer outra avaliação externa, pois pagamos caro por serviços de péssima qualidade, os profissionais são mal pagos e por isso não têm compromisso com o que fazem. Será que essa avaliação provocará mudanças, ou continuaremos esperando uma nova avaliação para vermos os mesmos resultados? De modo geral, estou decepcionado com a educação no Brasil. Sou professor, mas tenho vergonha de ver a educação tratada como um mercado e o pior, sem valor.

  • 18.11.2011 09:10 Por Antonia Almeida

    É lamentavel...

  • 18.11.2011 03:05 Por João Gabriel de Freitas

    Boa tarde Chareles. Tal avaliação do MEC, o Índice Geral de Cursos (IGC), abrange um ciclo de três anos. Assim, são considerados exames realizados em 2008,2009 e 2010.

  • 18.11.2011 04:06 Por Chareles Alves

    Senti falta do esclarecimento sobre qual ano é a avaliação...



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