Jaraguá  20.01.2012 13h15
Presos acusados de integrar quadrilha especializada em assaltar bancos

Grupo já teria roubado R$ 1 milhão


Michelle Rabelo

O delegado chefe do Grupo Anti-assalto à Banco (GAB), André Bottesini, apresentou, na manhã desta sexta-feira (20/01), dois acusados de assaltar uma agência do Banco do Brasil em Jaraguá, 143 Km de Goiânia, no início do mês. Valbir Ferreira, o Biu, de 34 anos e Nilton Veira, 35 anos, foram presos na noite de quarta-feira (18/01) em uma chácara na cidade de Anápolis. Os dois responderão pelos crimes de extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha e posse ilegal de arma. Eles seguem para Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia, e a apena varia entre 12 e 20 anos de reclusão. As investigações devem continuar na busca de mais dois suspeitos que a poilícia acredita também participarem do esquema.

O gerente do banco foi surpreendid ao ser parado em uma susposta blitz feita pelos bandidos, que se faziam passar por agentes da Patrulha Ambiental de Inteligência . Os acusados acompanharam o gerente até casa onde mora com a família, onde passaram a noite, fazendo peguntas sobre a segurança da agência e a quantia de dinheiro em espécie que havia no cofre do banco. Pela manhã, um dos acusados seguiu com a esposa, filho, dois irmãos e o pai do gerente para uma mata próxima ao município. O outro integrante do grupo foi com a vítima para a agência e o fez sacar todo o dinheiro, quantia que gira em torno de R$800 mil. Depois disso todos foram liberados.

A polícia de Jaraguá entrou em contato com o GAB e as investigaçãoes culminaram na prisão de Valbir e Nilton.  Foram encontrados com eles duas carteirinhas falsas da Patrulha Ambiental, quatro armas, dois rádios amadores e munições. Segundo a delegada de Jaraguá Fabiane Drews, este é o primeiro assalto à banco no município. “Já ouvimos as testemunas,  fizemos a perícia nos carros envolvidos e vamos dar continuidade ás investigaçãoes”explicou.

São suspeitos de participação no crime, além de Valbir e Nilton, presos na quarta-feira, um homem não identificado e conhecido como Velho e outro chamado Marlon Almeida da Silva, procurado nos estados de Goiás, Maranhão, Pára e Tocantins. Para André, a quadrilha é especializada em sequestro de gerentes de banco. O valor exato ainda está sendo apurado. “Valbir usava um documento falso com o nome de Rafael Pereira da Silva e os suspeitos tinham contas em várias agências, por isso vamos investigar se há mais dineiro espalhado ou se ele já foi lavado de outra forma", afirmou.

O crime, que é conhecido como “sapatinho”, devido a entrada na agência de forma silênciosa e sem alarde, pode ter sido cometido pelo mesmo grupo em diversas cidades do Estado. Uma ação muito semelhante aconteceu no final do ano passado no município de Campinorte, que fica há 325 km da capital. Na noite do dia 13 de dezembro, o gerente da agência do Banco do Brasil da cidade foi abordado quando entrava em casa. Os acusados invadiam a residência, fizeram a família de refém e na manhã seguinte levou cerca de R$300 mil.

Segundo a polícia, no assalto a Campinorte estavam Marlon, que está foragido e Fredson Guimarães da Silva, preso há oito meses atrás no Maranhão e que já possui passagem por homicídio, roubo, extorsão e falsidade ideológica.  Atráves dele, testemunhas identificaram Valbir e Nilton, ambos com passagens por roubo. Valbir já havia sido preso pelo assaltar, em 1998, o antigo Banco do Estado de Goiás (BEG) do municipio de  Estrela do Norte, 374 Km de Goiânia, e cumpriu pena de 1 anos e 4 meses em regime fechado.

O grupo, que é composto por cerca de 35  pessoás, é suspeito por mais vários assaltos. Já foram presos três no entorno do Distrito Federal (DF), três em Santa Rita do Araguia, dois no Pará, três no Mato Grosso e três em Luziânia. De acordo com André, os gerentes dos bancos têm treinamento especial, mas precisam estar atentos na ida e na volta para casa.

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