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Alimentação na infância afeta a saúde até a vida adulta

Confira algumas dicas para evitar o sobrepeso | 13.10.15 - 14:36 Alimentação na infância afeta a saúde até a vida adulta (Foto: Vitória Stürmer Bortoletti)
A Redação

Goiânia -
Na próxima sexta-feira (16/10) é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, data importante para reforçar como a dieta pode afetar a saúde, ainda mais das crianças. Dados apresentados no início deste ano, da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam uma preocupante realidade das crianças brasileiras. Os números indicam que biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de 60,8% das crianças com menos de dois anos de idade no Brasil. Os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de 32,3% das crianças brasileiras. No Centro­-Oeste o número aumenta para 37,4%.
 
O endocrinologista Sérgio Vêncio, integrante do corpo clínico do laboratório Atalaia, alerta sobre o consumo destes produtos com alto teor de açúcar e gorduras. “Este tipo de alimento deve ser evitado em qualquer fase da vida, mas os efeitos podem ser ainda mais devastadores se consumido desde cedo. Pesquisas demonstram que o peso do indivíduo até os 5 primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta”, explica.
 
De acordo com o especialista, o consumo desse tipo de alimento nesta idade parte da própria família, já que o bebê não sabe ainda discernir entre as comidas. “A criança não conhece o doce ou a gordura, nunca sentiu o gosto, então não tem porque os pais iniciarem este hábito. Assim, quando começarem a socializar com crianças da mesma idade, terão menor fascínio pelo lanche com baixo teor nutritivo do amigo”, exemplifica o médico.
 
Um bebê gordinho pode não estar saudável
O problema é que o sobrepeso é um fator de risco para diversas doenças como diabetes, hipertensão e doença cardiovascular. “Alterações que por muitos anos eram essencialmente do adulto, e mais comumente do idoso, estão afetando também as crianças. É o caso da diabetes tipo II, por exemplo.”, lamenta o endocrinologista.
 
Se você está preocupado com o peso ou os hábitos alimentares de seu filho, procure um médico especialista. “Nesses casos é sempre bom acompanhar de perto as taxas de açucar e gordura no sangue com um pediatra ou endocrinologista. Mas os maiores cuidados devem partir de dentro de casa”, conclui.

Veja algumas dicas do médico
·Até os dois anos de idade a família deve ter total controle sob a alimentação do filho;
·O aleitamento materno deve ser fonte primária de nutrientes nesta fase da vida da criança;
·Os primeiros alimentos incluídos no cardápio da criança devem ser bem diversificados pois ela está na fase de crescimento;
·O ideal é oferecer uma mistura de carboidratos complexos (de preferência integral), frutas, verduras e proteínas sem gordura;
·O doce e a fritura não devem fazer parte da alimentação infantil;
·O hábito familiar afeta também a criança, então todos em casa devem evitar os alimentos com baixo teor nutritivo;
·A prática de exercícios físicos em forma de brincadeira deve ser estimulada desde cedo. Bons exemplos são a natação e jogos com bola;
·Quanto mais músculo essa criança desenvolver na primeira infância mais o organismo cria uma memória metabólica que dificultará o aumento de peso no futuro.

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