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Aedes aegypti

Goiás adota medidas de monitoramento do zika vírus

Notificações de casos são obrigatórias | 28.11.15 - 10:30 Goiás adota medidas de monitoramento do zika vírus (Foto: divulgação)
 
A Redação
 
Goiânia - O secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, apresentou na sexta-feira (27/11) as medidas adotadas em Goiás para o controle do Aedes aegypti e monitoramento do zika vírus. Entre elas está uma resolução, editada nesta semana, que torna compulsória a notificação de todos os casos do vírus no Estado. O documento torna a notificação obrigatória a todos os profissionais de saúde e coordenadores de instituições públicas e privadas responsáveis pelo atendimento aos pacientes.
 
A Secretaria da Saúde (SES) também emitirá uma nota técnica aos municípios para que o monitoramento e notificação dos casos suspeitos de microcefalia sejam ou não relacionados a sinais e sintomas de zika na gestante. Outras ações do órgão é a intensificação das ações de controle do vetor e o incentivo aos comitês municipais para mobilização no combate ao Aedes aegypti.
 
Para o secretário, o combate ao mosquito é uma das principais medidas. “O que nós temos que fazer é combater o Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, da chikungunya, da febre amarela e da zika, mesmo não tendo nenhum caso de zika confirmado em Goiás. Essa é uma questão de tempo. Assim como o vírus chegou ao Brasil há um ano e já se esparramou pelo Nordeste e outros Estados, ele também chegará a Goiás.”
 
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, existem 18 Estados brasileiros com casos confirmados de zika vírus. Goiás não tem nenhum confirmado. O Estado tem apenas a confirmação de um caso de microcefalia, que está sendo investigado e não pode ainda ser relacionado ao vírus.
 
Leonardo Vilela disse que vários outros fatores podem causar a microcefalia, como a exposição a drogas e produtos químicos, malformação do sistema nervoso central, diminuição do oxigênio durante a gestação, desnutrição grave durante a gravidez e toxoplasmose. O secretário disse que a própria infecção por dengue pode estar também relacionada com esse tipo de malformação. “Bactérias e vírus no primeiro trimestre de gravidez tem grande potencial para provocar anomalias congênitas, inclusive microcefalia.” O secretário destacou também que ainda não há meios laboratoriais que possam confirmar a relação do zika vírus com a microcefalia.
 
Por isso, de acordo com Leonardo Vilela, as orientações para as gestantes são: fazer o pré-natal; não usar qualquer tipo de drogas sem orientação médica; evitar contato com pessoas que tenham febre ou manchas na pele e combater o Aedes aegypti no seu domicílio. “O mosquito tem uma área de ação muito pequena, em torno de 150 metros. Então se a pessoa mantiver a casa sem foco e se possível utilizar telas nas janelas, usar roupas longas quando for sair e repelente, ela já estará se prevenindo.”
 
O secretário disse também que mulheres que pretendem engravidar devem tomar todos os cuidados para se prevenir, mas de acordo com ele ainda não há motivos para alarmismo. “É lógico que é uma questão que merece todo o cuidado, mas sem pânico, sem orientações do tipo ‘não engravide’. Isso ainda não cabe neste momento.” (Goiás Agora)

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