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Saúde

Diabetes gestacional afeta 7% das mulheres

Doença permanece ate o final da gestação | 06.05.16 - 16:01 Diabetes gestacional afeta 7% das mulheres (Foto: Reprodução babycenter)
A Redação 

 Goiânia - O diabetes gestacional é o aumento dos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez de mulheres que antes não apresentavam a doença. O problema afeta cerca de 7% das mulheres, aparece depois do segundo trimestre e, uma vez diagnosticado, persiste até o fim da gestação. Os sintomas da doença não ficam muito claros durante a gravidez, já que são comumente confundidos com mudanças do organismo típicas deste período.
 
O endocrinologista Sérgio Vencio, que integra o corpo clínico do laboratório Atalaia, explica que a placenta produz diversos hormônios que podem bloquear parcialmente a ação de insulina, a substância responsável pelo transporte do açúcar do sangue para dentro das células. Na maioria das mulheres o pâncreas reage a essa situação liberando mais insulina para superar essa resistência. “Mas em pacientes com o diabetes gestacional é como se a glândula não conseguisse suprir esta demanda. Assim, a produção de insulina será insuficiente para que o corpo processe adequadamente o excedente de glicose que está na circulação. Por isso, conforme as semanas de gravidez avançam e a placenta cresce, eleva-se o risco de o diabetes surgir”, afirma.
 
O especialista revela que o diabetes gestacional não impede uma gravidez tranquila, desde que diagnosticado precocemente e que receba acompanhamento médico durante a gestação e após o nascimento do bebê. Para isso, é essencial que as futuras mamães façam exames para conferir a taxa de açúcar no sangue já no pré-natal. “Normalmente o diabetes gestacional provoca fadiga, aumento de apetite e da vontade de urinar, sinais comumente confundidos com sensações típicas da gravidez. Somente em casos mais extremos a doença pode gerar mal-estar, cansaço e muita sede. Por isso a importância do teste”, esclarece.
 
Controle e tratamento
O endocrinologista alerta que as mulheres obesas, que engordaram muito durante a gravidez, portadoras de ovário policístico ou com histórico de diabetes na família, estão mais propensas ao problema. Também fazem parte desse grupo mulheres cujo primeiro bebê nasceu muito acima do peso. “As mulheres que integram esse grupo de risco devem fazer o teste de tolerância glicêmica a partir da 12ª semana de gestação. Para as demais gestantes, o teste pode ser feito em torno da 24ª semana”, diz o médico.
 
Diagnosticado o diabetes gestacional, a gravidez precisa ter cuidados específicos. De acordo com Sérgio na maior parte dos casos é possível controlar as taxas de açúcar apenas com dieta, acompanhada por um profissional, e, se não houver contra-indicação, com a prática de uma atividade física. “Apenas 20% das mulheres com diabetes gestacional precisam fazer uso de insulina, que é um tratamento seguro e que não afeta nem a mãe nem o bebê. O tratamento tem por objetivo diminuir a taxa de macrossomia, nome médico dado aos grandes bebês filhos de mães diabéticas, evitar a queda do açúcar do sangue do bebê ao nascer e diminuir a incidência da cesariana”, reforça.
 
O médico informa que depois do nascimento do bebê, os níveis de açúcar costumam se normalizar de três dias a uma semana já que a causa do diabetes foi a própria gravidez. “Mas essas mulheres têm grande risco de sofrerem o mesmo transtorno em gestações futuras e 20 a 40% de chance de se tornarem definitivamente diabéticas nos próximos dez anos. Os filhos de mães que tiveram diabetes gestacional também sofrem risco de desenvolverem obesidade e diabetes durante a adolescência. Por isso, os cuidados com a alimentação prosseguem após o parto, para mãe e filho”, alerta o médico.

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