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Outubro Rosa

Paget de mama: tipo raro de câncer cutâneo reforça importância da prevenção

Saiba como identificar a doença | 30.10.17 - 15:36 Paget de mama: tipo raro de câncer cutâneo reforça importância da prevenção (Foto: Divulgação)
A Redação

Goiânia
- Com o fim da campanha 'Outubro Rosa', a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO) chama atenção para uma doença não muito conhecida pela população brasileira, a doença de Paget da mama, um tipo de câncer cutâneo, raro, que tem origem nas glândulas situadas dentro ou sob a pele em torno do mamilo.
 
“A doença de Paget da mama acomete a aréola e/ou mamilo, representando 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário. A teoria mais aceita de sua origem sugere que as células tumorais crescem nos ductos mamários e progridem em direção à epiderme do mamilo. A outra teoria propõe que as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos lactíferos, na junção com a epiderme. A média de idade das pacientes acometidas varia entre 26 e 88 anos, mas o pico de incidência ocorre entre 60 e 70 anos de idade”, explica Adriano Loyola, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO), que lembra: “A apresentação nas duas mamas ao mesmo tempo é extremamente rara, assim como a ocorrência no sexo masculino”.
 
Sobre o diagnóstico, o dermatologista esclarece: “É clínico, mas pode haver alterações na mamografia como microcalcificações, massas, distorção arquitetural, retração mamilar e assimetrias. A ultrassonografia deve ser considerada, especialmente naqueles casos em que a mamografia é normal”.
 
De acordo com o médico, a lesão clínica mais característica é uma irritação ou uma ferida no mamilo que não cicatriza. Ainda pode-se observar a pele vermelha, irritada, espessada, áspera e rugosa com pequenas vesículas e secreção sanguinolenta. Em 50% dos casos, pode haver nódulo palpável, quando, frequentemente, a doença está associada a um carcinoma infiltrante”, detalha Loyola, que explica como se dão os casos sem nódulo palpável: “Observa-se associação com carcinoma ductal in situ em aproximadamente 90% dos casos. Entretanto, mesmo na ausência de nódulo palpável, podem-se observar até 40% de associação com carcinoma invasor, com comprometimento axilar em 5 a 13%”. O especialista ainda lembra: “Dor, ardência e prurido são outras queixas comuns”.
 
A evolução da doença, segundo o presidente da SBD-GO, “dependerá da presença de massa palpável, da presença de um carcinoma invasivo e da presença de metástase axilar”, explica Loyola, que complementa: “O prognóstico das pacientes sem massa palpável é melhor se comparado àquelas com massa palpável, o que pode ser explicado pelo fato de que lesões sem massa palpável representam geralmente processos não invasivos. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de cura”.
 
Sobre o tratamento, o dermatologista pontua: “Deve seguir a mesma linha das outras formas de câncer de mama (cirurgia, quimioterapia e radioterapia) a depender da gravidade do carcinoma. Exposição solar excessiva deve ser evitada para não diminuir ainda mais a imunidade do paciente”.
 
“Consultas médicas, exames de imagem periódicos e a busca de uma nova avaliação na presença de sintomas suspeitos são imprescindíveis”, finaliza Adriano Loyola.

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