A Redação
Goiânia - Depois que a
Reag Investimentos, empresa que apresentou proposta para aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vila Nova, foi alvo da megaoperação Carbono Oculto, deflagrada na manhã de quinta-feira (28/8) e que investiga um esquema criminoso bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis, o time goiano se pronunciou. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (29/8), o presidente do Conselho Deliberativo, Décio Caetano, afirmou que o clube foi pego de surpresa com a notícia e que não tem pressa para concluir a negociação."Vamos nos cercar de todos os cuidados", garantiu, ao anunciar que as tratativas foram suspensas.
Segundo Décio, a Rafatella se comprometeu a trocar a empresa gestora do fundo de investimentos -
a oferta apresentada ao Vila prevê aporte superior a R$ 500 milhões em 13 anos para controlar 90% do capital da possível SAF do clube. Isso porque, na prática, a Reag Investimentos - quem administra a Rafatella, que é a empresa que pretende, de fato, disponibilizar a verba - é que é um dos alvos da Polícia Federal (PF).
"A Rafatella não está entre as investigadas pela PF no esquema que tem ligação com o PCC. Desta forma, o clube aguarda que uma nova oferta seja feita, sem estar vinculada à gestão da Reag. Os investidores logo nos comunicaram que estariam substituindo essa gestora por outra nos próximos dias. Entendemos, aceitamos e apenas pedimos para suspender a negociação nesse momento", explicou Décio.
Segundo ele, o Vila não tem pressa para concluir a negociação da SAF, pois entende que é um tema sensível e no qual o clube não pode errar. "
Não estamos com pressa. A SAF é importante, o futebol da forma como está sendo feito, realmente é preciso de investimento e de uma injeção financeira, mas mais do que isso é preciso de gestão, projeto, estrutura e gente que seja capaz. Sempre vamos analisar qualquer proposta com base nessas questões. Vamos nos cercar de todos os cuidados."
Décio voltou a destacar que não se trata de um negócio simples. O valor milionário é para a compra de 90% do capital do clube e corresponde ao aporte financeiro que deverá ser feito pela empresa em um período máximo de 13 anos.
Na proposta, a empresa se comprometia a investir também no Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), nas categorias de base, no futebol profissional e na quitação das dívidas do Vila, estimadas em R$ 150 milhões.
A oferta era válida até 30 de setembro. Se fosse aprovada pelo Conselho Deliberativo, novas auditorias seriam feitas para conclusão da aquisição da SAF. O prazo estimado para o negócio ser finalizado era de 120 dias, mas agora o clube aguarda uma atualização da proposta e dessas datas.
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