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Saúde

Tempo seco eleva casos de acidentes com animais peçonhentos em Goiás

Já são 7,6 mil casos registrados no Estado | 30.08.25 - 17:21 Tempo seco eleva casos de acidentes com animais peçonhentos em Goiás Atendimento de paciente no HEF (Foto: Braz Silva)
A Redação
 
Goiânia - Com a chegada do tempo seco em Goiás, acompanhado do aumento das queimadas no Cerrado, é comum que animais peçonhentos se desloquem para áreas mais próximas das residências e espaços urbanos, elevando o risco de acidentes. De janeiro a julho de 2025, apenas o Hospital Estadual de Formosa (HEF) registrou 293 atendimentos por ocorrências desse tipo. Em todo o Estado, já são 7.648 casos registrados neste ano.
 
Entre o total de casos verificados no HEF nos últimos meses, 22 envolveram serpentes, 7 deles aranhas, 237 escorpiões, 12 abelhas e 15 foram relacionados a outros animais, como lagartas, lacraias, entre outros. Esses números refletem a diversidade de espécies presentes na região e o potencial risco que representam à população, especialmente durante esse período. 
 
Segundo a enfermeira coordenadora do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) do hospital, Karolina Reis Ornelas, o avanço das queimadas agrava significativamente o risco de acidentes.
 
“Por isso, é essencial adotar cuidados simples, mas eficazes, como usar calçados fechados e luvas ao trabalhar em áreas de vegetação, roçados, galpões ou depósitos; evitar mexer em entulhos, pedras, pilhas de madeira ou folhas secas sem a devida proteção; manter o quintal limpo e o mato aparado para reduzir possíveis abrigos; fechar frestas e vãos em portas, janelas e paredes; e sempre verificar calçados, roupas e toalhas antes de utilizá-los”, orienta a coordenadora.
 
O que fazer
Em caso de picada, é importante manter a calma, pois movimentos bruscos aceleram a circulação do veneno no organismo. A área atingida deve ser imobilizada e mantida, sempre que possível, abaixo do nível do coração. No caso de serpentes, o soro antiofídico é o tratamento mais eficaz e deve ser administrado o quanto antes, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
Observar o animal de maneira segura, sem tentar capturá-lo, pode auxiliar na identificação. Características como formato da cabeça, coloração, presença de guizo ou fosseta loreal, cavidade localizada entre o olho e a narina de certas cobras, são informações valiosas para o atendimento médico.
 
Após o acidente, recomenda-se lavar o local da picada com água e sabão, evitar torniquetes, cortes ou sucção do veneno, bem como não aplicar folhas, pó de café, álcool ou qualquer outra substância sobre a área afetada. É imprescindível procurar atendimento médico imediato, mesmo que os sintomas pareçam leves. Em caso de dúvida, a população pode entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (CIATox) pelo telefone 0800 646 4350.
 
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