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Rimene Amaral

Diálogo com a vizinha de cima

Parte um: os poodles | 25.03.14 - 16:50
 
Goiânia - Há onze anos moro no sétimo andar de um prédio de oito andares. É o primeiro prédio onde moro com alguém morando em cima. Sempre vivi no último andar.

Ao voltar de uma viagem de férias comecei a ouvir sons diferentes e a acordar mais cedo. Comecei a perceber também que meu sono não me descansava mais, como antes. Até que percebi o motivo.

Enquanto eu curtia a tranqüilidade das minhas férias, uma nova vizinha se instalou no apartamento que fica em cima do meu. Ela e mais uma matilha de poodles que acharam seu cantinho para arranhar o chão e coçar as unhas.

Pois os dois animaizinhos ficam o dia inteirinho e a noite inteirinha arranhando o chão. Um encontrou um ponto que fica bem acima da minha cama. O outro, um ponto mais isolado no corredor do apartamento, que fica em cima do meu computador. É pirraça. Só pode ser. Acredito que eles tenham sido treinados para isso.

Será que esses infelizes não podem procurar um lugar lá na área de serviço? Dia desses, era quase uma hora da manhã, meus olhos rachados de sono, e os ‘francezinhos branquelos de algodão’ ainda não estavam satisfeitos. Interfonei ao porteiro e pedi para que ele chamasse o apartamento de cima. Ele não o fez. De pijama e descalço, subi as escadas e toquei a campanhinha:

A mulher do apartamento de cima: Quem é? – antes de abrir a porta.

Eu: Seu vizinho de baixo! – anunciei.

A mulher do apartamento de cima: Boa noite! – assim que abriu a porta.

Eu: Deve estar sendo ótima para a senhora. Pra mim, uma tormenta! – retruquei.

A mulher do apartamento de cima: O que foi? – perguntou com a testa franzida.

Eu: A senhora poderia, por piedade, fazer com que seus cachorros parem de arranhar o chão? Coloque meias nos pés deles, ou borrachas nas unhas. Leve-os ao veterinário, – sugeri – mas faça alguma coisa porque eu não consigo dormir.

A mulher do apartamento de cima: ? – com um olhar assustado.

Eu: Bom dia!
 

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