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Francisco Amorim

Julho Verde: prevenção é o caminho

| 20.07.16 - 14:59
 
Goiânia - Dia 27 de Julho é referência mundial de combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço. A data foi escolhida para conscientizar a população sobre a importância da prevenção, saber os principais fatores de risco e os tratamentos dos tumores malignos que acometem a cabeça e o pescoço. 
 
As doenças cardiovasculares e o câncer já são considerados as principais causas de morte entre os brasileiros nos dias atuais. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar ainda neste ano 596.070 novos casos de câncer, daí a importância e o desafio de buscar ações de prevenção e controle desta doença. 
 
O Câncer de cabeça e pescoço pode acometer a boca, faringe, laringe, nariz, glândulas salivares, pele da face e a glândula tireóidea. O câncer é uma doença multifatorial (diversos fatores podem favorecer o seu desenvolvimento). Uma parcela significativa dos cânceres da cabeça e do pescoço é causada pelo consumo excessivo de cigarro e bebidas alcoólicas, o que demonstra que a doença pode, em muitos casos, ser evitada. Outra forma que contribui para o surgimento do câncer é o vírus do HPV (Papiloma Vírus Humano - doença sexualmente transmissível). Estudos mais recentes apontam para alguma influência genética no desenvolvimento deste tipo câncer. 
 
O câncer de cabeça e pescoço mais frequente nos homens é o câncer de boca, seguido da laringe e faringe, já entre as mulheres ainda prepondera o câncer de tireoide como o mais frequente neste segmento. Quanto mais rapidamente for diagnosticado e tratado o tumor na cabeça e pescoço maior a chance de cura. Entre os sintomas iniciais preocupantes estão: ferida na boca que não cicatriza espontaneamente em até 21 dias; dor de garganta que não melhora associada à dificuldade para engolir alimentos, principalmente sólidos; obstrução ou sangramento nasal; rouquidão por mais de três semanas, em especial em fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas; nódulos (conhecidos popularmente como caroços) endurecidos no pescoço e que não desaparecem espontaneamente em até 21 dias; lesões na pele do rosto de crescimento lento, de cor avermelhada e irregulares, podendo descascar, coçar e sangrar facilmente a manipulação. 
 
Após o diagnóstico e o estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as possibilidades de tratamento. Tradicionalmente a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia são as armas terapêuticas a disposição dos especialistas. A combinação, a ordem destas opções terapêuticas dependem de vários fatores que o médico especialista irá definir de acordo com cada caso. 
 
A melhor forma de combater o câncer nesta região é utilizar medidas educativas e preventivas, como manter uma boa saúde bucal, não fumar, não beber, evitar sol intenso, ter uma alimentação adequada e saudável, a prática de atividades esportivas. Porém caso se perceba alguns dos sintomas acima relatados, é preciso procurar um especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, isto pode favorecer um tratamento mais precoce e garantir mais chance de cura.
 

*Francisco Amorim - Cirurgião de Cabeça e Pescoço
 

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