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Pablo Kossa
Pablo Kossa

Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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O Brasil que chegou lá e o Brasil que nasceu lá

Diferenças ficaram claras no programa de TV | 22.01.14 - 22:09 Antes de tudo, já vou deixar claro que não pretendo entrar nesse acéfalo Fla x Flu que virou a política brasileira. A disputa entre direita e esquerda está cada vez mais passional e menos racional. Quando falamos com o coração (e principalmente com o fígado), não há espaço para o cérebro. Não estou na arquibancada de um jogo entre situação e oposição.

Dito isso, vamos ao que interessa: o que mais me chamou atenção na participação da empresária Luiza Trajano no Manhattan Connection foi a diferença brutal de entendimento da realidade entre o Brasil que chegou lá e o Brasil que já nasceu lá. É impressionante como parece que os dois lados estão falando de coisas absolutamente distintas, e não do País onde eu, você e eles nasceram.

Cada um com sua história coloca o foco em determinado aspecto que aparenta que não estão conversando sobre o mesmo tema. Vai além da metáfora do copo meio cheio e meio vazio. É uma questão que extrapola e muito o otimismo ou pessimismo sobre os rumos do País. Estamos falando de compreensão de realidade.

Enquanto alguém que chegou lá apesar dos gigantes desafios impostos para quem vai empreender no Brasil desde sempre percebe oportunidade em cada crise, vê possibilidade de virar algo quando as coisas se mostram difíceis, quem já nasceu lá vê o monstro de forma mais intensa, mais perigosa, mais ameaçadora.

Também é gritante a diferença no ato de se comunicar entre os dois lados do Brasil. Um come os plurais e se enrola na gramática, mas não é isso que o impede de transmitir seu recado. O outro é polido, mora no exterior, tem muita leitura, também consegue transmitir o que pensa. O problema é que quem tem a informação precisa na manga costuma vencer a argumentação, independente se fala corretamente ou não.

Aparentemente, Luiza tinha mais informações que Diogo Mainardi quando o papo era inadimplência no varejo brasileiro. Foi engolido na argumentação, mesmo com a falta de plural. A esquerda comemorou igual gol de seu time no Maracanã, a direita colocou em xeque o que realmente move a empresária para desenhar um cenário positivo.

É provável que ela tenha interesses particulares ao dizer que o varejo está uma maravilha e o cenário futuro é promissor? Sim, faz sentido. Aponte alguém que não faz a defesa por algo que lhe interesse diretamente. O Mainardi?

Quanto mais tivermos esses embates entre as duas visões de Brasil, quanto mais conversas olho no olho, quanto mais enfrentamentos racionais, melhor. Quanto menos adjetivações baratas como “petralhas” ou “reaças”, também melhor.

Comentários

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  • 24.01.2014 09:31 ricardo tiago

    Esse é o problema dos servidores comissionados, principalmente no estado de goias que é o campeão nacional em cargos comissionados. Fica um bando de servidores de rabo preso.Concurso já!!!

  • 23.01.2014 17:13 Fabiano Limbo

    Luiza é a prova de que para crescer o país não precisa de educação. Assim, como Lula, Dilma e Perillo, Luiza ficou rica sem precisar dominar o idioma português. Esse é um Brasil que se vangloria de suas conquistas sociais, mas que está muito satisfeito com seu presente medíocre. A quem serve tanto otimismo? Se perdermos a capacidade crítica nos embriagaremos de otimismo ingênuo e colocaremos no poder indefinidamente Lula e Perillo. PRECISAMOS ACEITAR QUE MUITA COISA PODE MELHORAR, mas isso não virá com otimismo pueril. Um país tão grande que cresce 1% ao ano é motivo de vergonha, não de orgulho.

  • 23.01.2014 09:44 K

    O que ainda me espanta é que ainda têm gente que diz "Política, religião e futebol não se discute". Acho que se discute sim, principalmente questões políticas e econômicas. Se não houver debate não haverá mudanças. O debate fortalece e cria oportunidade de novas ideias surgirem.

  • 23.01.2014 09:24 Marconi o pior governador do Brasil

    Cara você escreve merda. Fugindo do assunto. E sobre a cultura em Goiás. O que vc tem a dizer? é produtor cultural, mas mama nas tetas do governo.Tá feio pra vc não se posicionar.Esse assunto você pode falar? Ou vai perder o seu emprego? Jornalismo fraco. Fala tudo, mas na hora de falar um assunto importante vem com esse com as idéias para se parecer cool. PQP!!!!!

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