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Pablo Kossa
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Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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Subir preço de táxi é um erro gigante

Baixar tarifa e aumentar a oferta é o certo | 16.07.14 - 18:51 Subir preço de táxi é um erro gigante (Imagem: reprodução/sul21.com.br)

Goiânia - Não é de hoje que a questão do táxi em Goiânia me incomoda profundamente. Perdi as contas de quantos textos publiquei aqui no A Redação abordando o tema. E a razão é bem simples: está escancarado, na frente dos meus olhos, que a coisa não está boa, longe de funcionar a contento.
 
Uma de minhas atividades profissionais é no período noturno. Quando discoteco, percebo claramente o quanto o serviço é precário em nossa cidade. Vejo filas de clientes saindo das casas noturnas aguardando um carro, observo pessoas ligando e sequer conseguindo falar nas centrais de atendimento, já fui vítima de taxista querendo fazer a corrida com valor fechado e sem ligar o taxímetro por saber que naquele horário eu não teria alternativas.
 
Na boa, quem defende o táxi hoje de Goiânia ou é por estar diretamente vinculado ao serviço, ou não tem boas intenções. Simples assim.
 
E ilude-se quem pensa que o que está ruim não pode piorar. Meu amigo, o fundo do poço é uma ilusão. Sempre existe como deixar mais feio o que já é horrível. Na última segunda-feira, o prefeito Paulo Garcia autorizou o retorno da bandeira 2 na capital. Ou seja, o que era ineficiente agora continua assim, só que mais caro.
 
O táxi já custa uma fortuna em Goiânia. O jornal O Popular fez nesta quarta-feira (16/7) um comparativo com o Rio de Janeiro que é de cair o queixo. Enquanto aqui a bandeirada (o simples fato de entrar no táxi) custa R$ 4, o quilômetro rodado de bandeira 1 R$ 2,30 e o de bandeira 2 R$ 2,87, o carioca paga respectivamente R$ 4,80, R$ 1,95 e R$ 2,34.
 
Os horários também não são favoráveis ao goianiense. Aqui, a bandeira 2 começa a ser cobrada às 20 horas de segunda a sexta, 13 horas no sábado e o dia inteiro aos domingos e feriados. No Rio, 21 horas de segunda a sábado e o dia inteiro aos domingos e feriados.

E nem precisamos lembrar que na terra do Pão de Açúcar é bem mais fácil encontrar veículos, não é esse martírio conseguir um mísero carro.
 
Pesquisei na internet sobre o valor de Brasília e, veja só você, também somos mais caros do que a cidade com renda per capita bem superior à nossa. No Distrito Federal, se paga R$ 4,08 a bandeirada, R$ 2,22 a bandeira 1 e R$ 2,82 a bandeira 2.
 
Além disso, é conveniente recordar o acordado no momento em que a bandeira 2 foi extinta em Goiânia. O combinado foi um reajuste do quilômetro rodado em bandeira 1 para uma espécie de bandeira 1,5, no intuito de uniformizar o preço independente de horário. Pergunte se alguém se lembrou disso agora ao reestabelecer a bandeira 2...
 
Precisamos dar cada vez mais possibilidades para quem quer deixar seu carro em casa, seja para se divertir bebendo, seja para tocar suas pautas rotineiras. O táxi é uma das alternativas. Somos capengas no transporte públicos e as ciclovias são praticamente inexistentes. O táxi precisa se integrar nessa nova dinâmica de se movimentar na cidade.
 
Subir o preço do táxi não é a alternativa inteligente para uma cidade que tem como meta prometida em campanha ser sustentável.

Comentários

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  • 17.07.2014 09:40 Aloh Prado

    essa ordem de taxistas, hein? se a ordem dos advogados e uma bosta e atrapalha a sociedade no todo imagina uma ordem de taxistas? Existe uma mafia de taxis, sem nocao de transito que cometem as maiores barbaridades nas ruas

  • 17.07.2014 07:41 Ordem dos Taxistas do Brasil.

    Há fatores da economia que poucos conhecem por causa de falta de interesse. Todos os taxistas no Brasil são autônomos, exercem profissão privada e prestam serviço privado. Quando alguém for avaliar esse serviço precisa levar em conta 3 fatores como: custo de aquisição do veiculo, manutenções e o custo de mão de obra deste trabalhador. O serviço dos taxistas no Rio de Janeiro não pode ser referência porque nesta cidade há maior quantidade de taxistas pagando para trabalhar, 70% dos táxis são alugados, é o local do país onde esses trabalhadores tem a pior condição de dignidade humana. Entenda melhor essa profissão assistindo 2 vídeos no YouTube: Projeto da Ordem dos Taxistas do Brasil e Profissão de taxista no Brasil.

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