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Pablo Kossa
Pablo Kossa

Jornalista, produtor cultural e mestre em Comunicação pela UFG / pablokossa@bol.com.br

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Quando o patrocinador salva o time

Parceria entre Unimed e Fluminense acabou | 11.12.14 - 15:58


Goiânia - Alguns patrocinadores são o sonho de todo time de futebol e, por conseguinte, do torcedor sedento por títulos e glórias. São aqueles que duram anos, investem de verdade no clube, trazem reforços e colaboram para encher a galeria de troféus que são motivo de orgulho.

Temos casos clássicos desse tipo no futebol brasileiro. O mais lendário é o que se deu entre Palmeiras e Parmalat. O acerto teve início em 1992 e durou oito anos, até 2000. O time paulista estava em uma fila de anos sem vencer nada. Quando a multinacional italiana fechou com a equipe, trouxe grandes revelações do futebol e gente que já tinha quilometragem e experiência. Montou uma máquina.

Após 17 anos de sofrimento, os palmeirenses levantaram novamente uma taça. Vestiram a camisa verde, que passou a ser listrada verticalmente com branco, nomes como Evair, Edmundo, César Sampaio, Zinho, Rivaldo, Marquinhos, Djalminha, Luizão, Edílson, Roberto Carlos... Um time que ainda hoje é lembrado com saudosismo pelo agora sofrido torcedor alviverde. Craques e mais craques, títulos e mais títulos para o Palmeiras.


A relação entre o Flamengo e a Petrobras também merece destaque. Embora nesse caso não possamos responsabilizar a empresa pelo início do sucesso rubro-negro como no caso palmeirense. A Lubrax apareceu pela primeira vez na camisa flamenguista em 1984. Ou seja, o período áureo do time carioca começou antes da marca estampar a camisa. Mas é inegável que a estabilidade de um patrocinador por 25 anos, já que a parceria só terminou em 2009, foi fundamental para garantir planejamento e títulos à equipe de maior torcida no Brasil.

Encerra-se no final de 2014 uma parceria desse tipo entre Fluminense e Unimed. O convênio médico teve seu logotipo estampado pela primeira vez na camisa das Laranjeiras em 1999. Naquele momento, o time estava no fundo do poço, disputando o Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão. O investimento da Unimed foi fundamental para que o tricolor saísse de lá e vencesse dois Brasileirões (2010 e 2012), uma Copa do Brasil (2007) e chegasse muito perto do maior sonho de seu torcedor, a Libertadores da América – foi finalista em 2008 e perdeu a final nos pênaltis para o equatoriano LDU.

Desenha-se um futuro de vacas magras para o Fluminense. Oito atletas de peso no elenco recebem parte de sua grana pela Unimed e serão notificados que agora será por conta da diretoria tricolor: Fred, Conca, Henrique, Rafael Sobis, Walter, Jean, Wagner e Cícero. Todos já devem estar com as malas prontas. Se com esses caras já não estava fácil para o Flu, imagine sem.

É claro que toda parceria longa tem seus desgastes e o caso entre Unimed e Fluminense não era diferente. Mas, cá entre nós, contar com um parceiro estável e que não irá falhar com sua responsabilidade financeira tem muito mais pontos positivos que negativos. Por isso que grande parte da torcida tricolor lamenta o fim do acordo de 15 anos. Como eu disse anteriormente, um parceiro assim é o sonho do torcedor de todos os times do Brasil. E o sonho tricolor chegou ao fim.


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