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Opinião

Iuri Godinho: Jóquei Clube morreu e não tem serventia

Escritor defende venda do espaço | 03.12.17 - 13:16 Iuri Godinho: Jóquei Clube morreu e não tem serventia (Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
 
Mônica Parreira
 
Goiânia – A informação sobre a possível venda do espaço onde abriga a sede do Jóquei Clube de Goiás, no Centro de Goiânia, tem divergido opiniões nas redes sociais. Jornalista e escritor, Iuri Godinho é um dos que defendem a conclusão da negociação. De acordo com ele, o local será mais útil se “virar uma igreja, loja de brinquedos ou até casa de massagem”. “Por que não? Está abandonado há mais de 20 anos”, denuncia. 
 
Iuri estudou a fundo a história de Goiânia para escrever o livro “A Construção”, lançado em 2013. Construído na década de 1940, o Jóquei Clube entrou no trabalho de pesquisa realizado pelo jornalista. “Foi um clube criado para ricos. Essa coisa de ser fazer um clube para poucos não tem sentido. Só para ter uma ideia, ser associado custava 1 conto de réis, o que na época era muito dinheiro”.

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Apesar do perfil elitista, Iuri disse em entrevista ao jornal A Redação que reconhece o valor arquitetônico do Jóquei Clube de Goiás. Porém, lamentou que tenha sido destruído nos anos de 1960. “A sede era uma casa linda, com valor histórico indiscutível. No entanto, ela foi derrubada para se construir aquele caixote que está lá hoje”, diz. “O que me espanta é que os mesmos que hoje são contra a venda do Jóquei jamais levantaram um dedo no passado para defendê-lo”.
 
Espaço cultural?
Iuri também comentou sobre o debate que a negociação levantou nas redes sociais e criticou o posicionamento de alguns artistas locais, sem citar nomes. “Querem que o Jóquei Clube continue de pé não para preservar a arquitetura, mas porque têm interesse em criar ali mais um espaço cultural. Querem ocupar o clube para forçar o poder público a aumentar as leis de incentivo”, opinou.
 
No entanto, para o jornalista tal motivação não justifica o fim das negociações de venda. “O clube não precisa virar centro cultural. Num espaço de 100 metros ao redor do Jóquei há três centros culturais (Teatro Goiânia, Centro Cultural Cora Coralina e Goiânia Ouro), sem contar o Centro de Convenções. Eles têm a capacidade ociosa, não são ocupados durante todos os dias. Precisamos pensar em ocupar melhor os espaços que temos, antes de criar outros”.
 
Reabertura descartada
Questionado pela reportagem sobre a possibilidade de o clube reabrir as portas, Iuri a descartou completamente e ainda se justificou. “Ninguém hoje precisa de clube. Qualquer prédio tem sua piscina e sua churrasqueira. Não se justifica um clube, que está inativo há 20 anos, reabrir. Onde estava, ao longo desses anos, toda essa gente que hoje pede a reabertura dele?”.
 
E completou: “Nem mesmo os associados demonstram interesse pelo Jóquei. Já houve uma assembleia para decidir o futuro do clube. Dos 1,3 mil sócios remidos, só apareceram 21. Então as pessoas não participam e, depois da coisa estabelecida, começa a reclamar. Então concordo que a estrutura deve ser derrubada e o espaço vendido. Aquelas piscinas só servem para criar dengue. O Jóquei morreu, ele acabou e não tem serventia. Melhor passar a patrola em tudo”, finaliza.
 

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