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Reivindicações

Treinadores de futebol se reúnem para exigir mudanças nas relações com os clubes

Encontro foi na sede da CBF | 21.08.17 - 16:42 Treinadores de futebol se reúnem para exigir mudanças nas relações com os clubes Vagner Mancini, treinador do Vitória, participou do encontro (Vagner Mancini. Foto Sirli Freitas)

São Paulo - Técnicos de todo o País se reuniram nesta segunda-feira (21/8) na sede da CBF para debater e apresentar uma série de reivindicações para proteger a categoria. Descontentes com o grande número de demissões - 12 treinadores perderam o emprego no primeiro turno da Série A do Campeonato Brasileiro -, eles querem, dentre outras coisas, limitar o número de contratações de técnicos ao longo das competições, a obrigação do pagamento de multas rescisórias antes de novos acordos, registro de contratos de todos os profissionais e validação dos certificados de técnicos brasileiros para atuar no exterior. 
 
A intenção dos técnicos é de que a CBF estabeleça as regras no Regulamento Geral de Competições, o que faria as normas serem válidas para todos os campeonatos nacionais e evitaria, por exemplo, que tivessem que ser aprovadas pelos clubes na reunião arbitral que antecede as competições. 
 
"Hoje, infelizmente, a nossa legislação está fazendo com que a gente ande muito atrás. Você se sente lesado. Nós não temos respaldo, não somos respeitados e não temos uma legislação que faça com que os clubes nos respeitem quando somos demitidos", declarou Vagner Mancini, demitido pela Chapecoense no início do Brasileiro e hoje no Vitória. 
 
A intenção dos técnicos é de que cada clube só possa ter dois treinadores ao longo de uma mesma competição. Da mesma forma, um mesmo treinador só poderia treinar dois times num mesmo campeonato. 
 
"Ninguém é contra a quebra de contrato, porque ela é prevista. O clube tem total direito de demitir a hora que for - desde que cumpra com a penalidade. Assim como o técnico que quer sair para mudar de clube, teria que pagar a indenização", explicou Mancini. 
 
Para o técnico Rogério Micale, do Atlético Mineiro, as mudanças têm por motivação preservar a relação entre técnicos e clubes. "Contrato proporciona tanto ao empregador quanto ao empregado o poder de rescisão. O que a gente quer é algo mais organizado, para que não afete tanto o desenvolvimento do nosso futebol. Não estamos pensando só no treinador. Precisamos fazer alguma coisa, tomar alguma atitude, para que a gente possa melhorar e se equiparar a outros países do mundo", afirmou Micale. 
 
"Nós não temos processo no futebol brasileiro, nós não temos início, meio e fim. Cria toda uma situação indireta que prejudica o futebol." 
 
Após o encontro, uma comissão de treinadores se reuniu com a cúpula da CBF. A entidade ainda não se manifestou. (Agência Estado)
 

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