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Saúde

Centro-Oeste está no topo de cirurgias para retirada do útero

Principal causa é o câncer | 19.11.15 - 15:53 Centro-Oeste está no topo de cirurgias para retirada do útero (Foto: divulgação/MPF)
A Redação
 
Goiânia - Segundo levantamento divulgado pelo IBGE, o câncer de colo do útero é a principal razão para que 7,7% das brasileiras com mais de 18 anos se submetam à cirurgia para a retirada do útero. Os percentuais desse tipo de intervenção cirúrgica são maiores nas regiões Nordeste (8,2%) e Centro-oeste (9,1%). 
 
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, INCA, o Norte possui 24 novos casos de câncer de colo do útero, o Centro-oeste de 21 casos e o Nordeste 18 para cada 100 mil habitantes. Conforme a Globocan, o Brasil tem a estimativa de 15 mil novos casos previstos para 2015, quase o dobro da incidência de países desenvolvidos. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero é o terceiro que mais prevalente no país.
 
A oncologista e presidente do Grupo EVA, Dra. Angélica Nogueira, atribui essa estatística a fatores como infecções persistentes causadas pelo HPV, transmitido sobretudo durante as relações sexuais e a falta de adesão a realização do exame preventivo do Papanicolau, que possibilita a detecção precoce da doença.
 
No Brasil, mais da metade das pacientes com câncer de colo de útero são diagnosticadas com doença avançada. Para pacientes com que apresentaram recidiva ou persistência da doença, a Anvisa aprovou a utilização de um medicamento biológico, o bevacizumabe. Trata-se da primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento da doença.
 
O bevacizumabe demonstrou um aumento de sobrevida global de 30% e a redução de 26% no risco de morte das pacientes com câncer de colo de útero metastático. “Essa terapia abre novas perspectivas para pacientes, em sua maioria jovens, e com possibilidades de tratamentos muito restritas, oferecendo maior sobrevida sem comprometer a sua qualidade de vida”, afirma a Dra. Angélica Nogueira.
 
De acordo com a oncologista, entre os tratamentos mais comuns estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. A escolha da terapia ideal dependerá do estadiamento da doença, tamanho do tumor e condições clínicas da paciente. “É importante enfatizar que o Papanicolau é a principal forma de identificar as lesões pré-cancerígenas e caso o diagnóstico do câncer de colo de útero seja descoberto, estará em estágio inicial, período em que o tratamento é mais efetivo”, ressalta a especialista. 
 
Segundo o levantamento do IBGE, 79,4% das mulheres de 25 a 64 anos já fizeram o Papanicolau pelo menos uma vez nos três últimos anos anteriores à pesquisa. A Organização Mundial de Saúde preconiza a realização anual do Papanicolau em mais de 80% da população dentro dessa faixa etária.
 

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