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ELF Test

Saúde do fígado pode ser avaliada sem cirurgia

Técnica utiliza apenas amostra de sangue | 27.11.15 - 15:21
A Redação

Goiânia -
A doença hepática crônica (DHC), ou seja, aquela que acomete o fígado, inclui uma ampla variedade de sintomas que varia desde a simples esteatose até uma cirrose grave. Usualmente, o diagnóstico desses problemas é feito por meio da biopsia. Porém, estudos demonstram que essa doença afeta cerca de 30% da população, e seria impraticável fazer esse tipo de procedimento invasivo em todos. Com o ELF Test (Enhance Liver Fibrosis) é possível medir a extensão dos problemas no órgão com apenas uma amostra de sangue.
 
Segundo Gustavo Rassi, diretor médico do laboratório Atalaia, ao apoiar a decisão de evitar a biópsia, o exame pode reduzir os riscos no processo de tratamento. “O ELF Test é um exame simples e rápido que utiliza resultados de marcadores sanguíneos que, combinados, geram uma classificação por pontuação. Os pacientes são organizados pela probabilidade de fibrose, o que facilita o entendimento do estágio da Doença Hepática Crônica e a escolha do tratamento”, explicou Gustavo.
 
Segundo o médico, tradicionalmente, o diagnóstico e o acompanhamento da evolução da doença hepática são realizados por meio de biópsia, um procedimento invasivo que fornece informações que podem não representar o estado global do fígado. Já o escore ELF Test permite analisar o órgão como um todo, de forma minimamente invasiva. “Com isso, temos um grande aliado no combate a doenças que atacam o fígado”, reforça.
 
Como funciona o exame?
A técnica utiliza exclusivamente marcadores de fibrose para produzir uma pontuação capaz de medir a extensão dos problemas no fígado. Para realizar o exame, o paciente precisa estar em jejum de três horas. Após a coleta do sangue, todos os biomarcadores são analisados em uma única amostra de soro de forma automatizada. Os valores são importados e aplicados em um algoritmo por um software, produzindo uma pontuação. 
 
O resultado numérico do ELF Test permite a classificação de probabilidade de fibrose, comparativamente às classes determinadas pela biópsia hepática (F1 a F4) e, assim, auxilia na alocação de pacientes para o acompanhamento apropriado. “O exame reduz o desafio de identificar a pequena porção dos pacientes com a doença no estágio avançado. A biópsia deve ser considerada apenas para esses pacientes com fibrose. Por isso, por meio do exame conseguimos reduzir, mas não excluir a necessidade de biópsia”, afirmou Gustavo.
 

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