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Em Goiânia

Instituto de Neurologia amplia serviços e quer ser referência em emergência

Dr. Francisco Arruda fala sobre mudanças | 20.03.16 - 15:14 Instituto de Neurologia amplia serviços e quer ser referência em emergência (Foto: Renato Conde/A Redação)
 
Mônica Parreira
 
Goiânia - Embora popularmente conhecido como Hospital Neurológico, o Instituto de Neurologia de Goiânia (ING) está expandindo o leque de especialidades. Já é capaz de receber pacientes dos mais diversos perfis, devido ao ambicioso projeto de ampliação da estrutura física e clínica, e a próxima meta é tornar-se referência em emergência 24 horas. 
 
Até o final do ano, o número de leitos deve saltar de 81 para 113. Para o diretor administrativo, doutor Francisco Arruda, a reforma é uma resposta ao anseio da própria sociedade, já que a unidade atende a mais de 20 planos de saúde e também alguns pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Faltam leitos na cidade, a demanda é muito grande”, disse.
 
Atendimento humanizado
Prioridades, as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) começam a funcionar plenamente esta semana, agora com o dobro da capacidade (20 quartos). A ala passa a contar com quatro quartos humanizados.

“Oferecemos a possibilidade de acompanhamento do familiar durante a internação, o que é raro. Quando o paciente tem nível de consciência, a presença do familiar certamente contribui para sua recuperação”, explicou o diretor.
 

(Foto: Renato Conde/A Redação)
 
A UTI humanizada tem WiFi, TV e total privacidade. “Pensamos em tudo para que o acompanhante também tenha conforto”, frisou. As dez UTIs que já tinham no hospital passaram por reforma, recebendo camas americanas e equipamentos de primeira linha. “Nossa estrutura é preparada para receber qualquer tipo de paciente adulto”.  
 
Mais especialidades
Inaugurado em 1975, o ING é referência nacional em neurologia e neurocirurgia. É por esse motivo que a direção preza por manter o nome, acrescentando à marca uma espécie de subtítulo: Hospital de Especialidades. Atualmente é comum receber pacientes para cirurgias cardíaca, vascular, bariátrica, geral e de coluna. 
 
“É uma coisa meio estranha, às vezes a pessoa fala que fez cirurgia bariátrica em um instituto de neurologia. Óbvio que o nome carrega esse viés, porque o hospital nasceu com uma especialidade, mas à medida que a história foi acontecendo, ao longo de 40 anos, fomos englobando outras”.
 

Dr. Francisco Arruda explica ampliação do ING (Vídeo: Renato Conde/A Redação)
 
No campo da neurologia, o ING abrange o maior programa nacional de tratamento para epilepsia, chegando a operar 2,4 mil pacientes por ano. Entre outras iniciativas vanguardistas, também adota a tecnologia chamada neuromodulação, usada em patologias como Doença de Parkinson, Distúrbio Cognitivo, AVC e dores crônicas. 
 
O dr. Francisco Arruda explica que a neuromodulação (foto ao lado) tem sido bastante procurada desde 2014, quando os planos de saúde passaram a cobrir o tratamento.

“Estamos criando um nicho no hospital para essa especialidade. É um aparelho que modifica as conexões do sistema nervoso através de estímulos elétricos. Dá mais qualidade de vida aos pacientes, que precisam somente trocar a bateria do aparelho, que dura de 5 a 7 anos”.
 
Investimento
De acordo com o dr. Francisco Arruda, a ideia de ampliar a estrutura física surgiu há cerca de dois anos, durante planejamento estratégico.

De lá para cá, a direção até buscou financiamento, mas tem esbarrado na burocracia. As obras são tocadas com recursos próprios, sendo investidos cerca de R$ 2 milhões. Além de aumentar a capacidade de atendimento, o hospital deve gerar pelo menos mais 40 empregos até o fim do ano. 
 

(Foto: Renato Conde)

O ING também está buscando o selo de qualidade da Organização Nacional de Acreditação Hospitalar. Para isso, precisou fazer algumas adaptações que, na visão do diretor da unidade, trouxe eficiência.

“Implantamos um protocolo de classificação de risco, chamado protocolo de Manchester, o que melhorou muito o primeiro atendimento do paciente. Além disso, temos plantonistas especializados em clínica geral”, finalizou. 
 

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