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Saúde

Por que H1N1 é tão perigoso? Médico goiano explica e dá dicas de prevenção

Dr. Boaventura alerta para 2ª onda de epidemia | 08.04.16 - 11:42 Por que H1N1 é tão perigoso? Médico goiano explica e dá dicas de prevenção (FOTO: JOTA EURÍPEDES/ARQUIVO A REDAÇÃO)
 
Mônica Parreira
 
Goiânia – Facilmente confundido com um resfriado pela semelhança dos sintomas, o vírus influenza A (H1N1) é mais agressivo ao organismo e pode levar à morte. Mas além de pensar nas consequências, o infectologista goiano Dr. Boaventura Braz de Queiroz alerta para algumas precauções simples podem prevenir a transmissão do vírus e proteger a população diante desta segunda “onda” de epidemia que atinge o Brasil.
 
Em entrevista ao jornal A Redação, o médico explicou a existência de vários tipos de influenza, o vírus que causa gripe. “H1N1 é o mais agressivo ao ser humano que já conhecemos. É uma doença que sempre foi perigosa”, disse. “Os sintomas são parecidos com o resfriado, porém mais intensos. São febres súbitas, fortes e persistentes, dores no corpo e tosse. Nesse caso a pessoa deve procurar um infectologista imediatamente. Quanto mais cedo agir, mais eficaz será o tratamento”.
 
A gravidade do influenza A está, segundo o Dr. Boaventura, nos efeitos que causa ao pulmão. “Deixa o sistema respiratório mais comprometido, é uma agressão muito forte aos pulmões. Isso acaba causando lesões graves, o que em muitos casos causa a morte. O vírus é comum em porcos e em 2009 foi transmitido para o homem, no México”. 
 
Ondas de infecção
Boletim divulgado esta semana pelo Ministério da Saúde aponta que 71 pessoas já morreram este ano no país por consequência do H1N1. Dez casos foram registrados em Goiás, sendo cinco óbitos confirmados. Para o médico, o Brasil está enfrentando a chamada “segunda onda da epidemia”. 
 
“Como todo vírus, o influenza tem circulação em ondas. A tendência é que existam três ondas de infecção. A primeira foi entre 2009 e 2010, quando cerca de 2 mil morreram no país. E, pela quantidade de casos registrados nos últimos meses, estamos literalmente diante da segunda onda”, explicou ao informar que, de lá para cá, a medicina avançou no tratamento da doença. “Agora conhecemos mais sobre o vírus, existe vacina e estamos mais preparados para enfrentar a epidemia”.
 
O infectologista diz que ainda é cedo para avaliar quando tempo deve durar a nova onda do vírus, especialmente porque a manifestação ocorreu fora do período propício, que seria o inverno. “Acredito que até o final do ano, mas não tem como ser um palpite certeiro”.  
 
Vacina e prevenção 
A campanha de vacinação gratuita começa em algumas regiões de Goiás na próxima terça-feira (12/4), mas apenas para grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após parto e idosos. Os interessados devem procurar postos de saúde. Já quem tem perfil diferente do grupo de prioridade e quiser tomar a vacina, precisa buscar na rede particular. Clique aqui e saiba onde encontrar em Goiânia.
 

(Foto: Fotos Públicas)
 
A vacina, conforme explicou o infectologista, é a forma mais segura de proteção. “Ela reduzirá o número de pessoas infectadas, contornando um pouco essa questão da taxa de óbitos”, comentou ao alertar: “a proteção dura em torno de oito a dez meses, o que leva a necessidade de vacinar anualmente para que a pessoa se mantenha imune”. 
 
A segunda medida para evitar a transmissão do vírus é a higienização. “É importante lavar as mãos e até usar álcool em gel sempre que tiver contato com produtos públicos. Carrinho de supermercado, corrimão de ônibus, dinheiro. São situações que levam pessoas a ter que se higienizar. Chegou em casa, antes de qualquer coisa, lave as mãos com água e sabão”, orientou.  

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