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Adriano Paranaiba

Apertem os cintos, o IBovespa caiu!

O como fica seu bolso? | 09.08.11 - 10:08

 

Tenho que confessar: estou totalmente por fora sobre como está o caso da montanha russa do Mutirama. Porém, existe uma montanha russa que estas semanas está chamando a atenção de muita gente: o sobe e desce das bolsas de valores. Em especial o ‘desce’. Contudo o que preocupa as pessoas são os efeitos desta turbulência no mercado nacional, na economia goiana, ou melhor – o que isso mexe no meu bolso?!
 
É importante deixar claro que, atualmente, o mercado de ações possui um forte carácter especulativo. A cada notícia ruim nos EUA, a contaminação negativa nas bolsas é imediata. Para exemplificar, as pessoas que investem na bolsa são como aquelas que estão dentro do carrinho da Montanha Russa: quando sobe o vagão é aquela euforia, uma animação só. Basta começar a cair e é uma gritaria só– quem está de fora olha aquilo e o pânico é compartilhado. Quando o carrinho faz uma curva inesperada, está lá você, do lado de fora, se esquivando com medo do vagão sair e atingir a todos ali no parque.
 
Assim acontece com o mercado financeiro e o mercado real: se existe uma sinalização da retração econômica dos EUA, logo as pessoas associam que existirá menos consumo naquele país. Se o consumo geral irá diminuir, então o consumo de petróleo (principal fonte de energia nos EUA) também tenderá a redução – é assim que as ações da Petrobrás, mesmo sendo uma empresa sólida, começam a despencar. E assim vai acontecendo com todos os setores. 
 
Infelizmente, em momentos de mudanças somos tomados pelo temor do incerto. Mais do que sangue frio é preciso lembrar-se do passado recente: em 2008, quando as bolsas despencaram, muitos entraram em desespero e venderam suas ações. Outros foram às compras, e quando o mercado acalmou, naquela subida lenta da montanha russa, a paciência deu o presente dos rendimentos. 
 
Estamos em um momento de ajustes profundos do capitalismo, e crises irão se repetir nos próximos anos. Existem pessoas que acreditam no fim do sistema, mas estamos apenas presenciando o velho capitalismo se amoldar aos novos paradigmas do novo milênio. É como diz o velho ditado chinês “só chore quando ver o caixão”.
 
Adriano Paranaiba é economista e Presidente do Instituto ProEconomia.

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